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Uso sustentável da biodiversidade brasileira: prospecção químico-farmacológica de plantas superiores - Guapira noxia (Nyctaginaceae)

Texto completo
Autor(es):
Severi, Juliana Aparecida
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Araraquara. [2007]. 117 f., ilustrações.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Data de defesa:
Membros da banca:
Wagner Vilegas; Jairo Kenupp Bastos; Luiz Claudio Di Stasi
Orientador: Vilegas, Wagner
Área do conhecimento: Ciências Exatas e da Terra - Química
Indexada em: C@thedra - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESP
Localização: Universidade Estadual Paulista. Campus de Araraquara. Biblioteca da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Resumo

Esse trabalho é parte do projeto temático BIOTA-FAPESP: 'Uso Sustentável da Biodiversidade Brasileira: Prospecção Químico-Farmacológica de Plantas Superiores' e visa contribuir com a caracterização do Bioma-Cerrado do estado de São Paulo, investigando espécies brasileiras de interesse químico-medicinal. Dentre as espécies com particular interesse estão as do gênero Guapira (Nyctaginaceae), com informações etnofarmacológicas de uso para problemas estomacais. G. noxia é conhecida popularmente como Maria-mole ou Capa-rosa e tem ocorrência no cerrado brasileiro. Essa espécie é utilizada na medicina popular como antiúlcera. Apesar do uso popular, ainda não há informações sobre a composição química e ensaios farmacológicos desta espécie e que cuja caracterização está sendo descrita pela primeira vez. O extrato metanólico das folhas de G. noxia foi fracionado por técnicas cromatográficas convencionais (Permeação em gel, HPLC) e a as substâncias resultantes foram identificadas através de métodos espectroscópicos (RMN, IV, UV e EM). Esse trabalho levou à identificação de oito heterosídeos de flanovóides (com três e duas unidades de açúcares) derivados da quercetina, da isorhamnetina e do kaempferol, além da alantoína e de um ciclitol. Além disso, foi estabelecido o perfil cromatográfico do extrato metanólico, juntamente com a quantificação do teor de compostos fenólicos e de flavonóides totais, com vistas à sua completa caracterização química. O estudo farmacológico do extrato metanólico evidenciou principalmente as atividades antiúlcera, antimicrobiana e imunomodulatória. A presença dos flavonóides e demais compostos fenólicos pode justificar os efeitos biológicos atribuídos à espécie. Como conclusão, este estudo contribuiu para aprofundar o conhecimento químicofarmacológico sobre Guapira noxia, que ocorre no cerrado brasileiro. (AU)

Processo FAPESP: 04/12967-4 - Uso sustentável da biodiversidade brasileira: avaliação quimica-farmacologica de plantas superiores: guapira noxia
Beneficiário:Juliana Aparecida Severi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado