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Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos

Autor(es):
Barros, Veridiana Ester Dias de
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto. [2002]. 124 f., gráficos, ilustrações, tabelas.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Data de defesa:
Orientador: Figueiredo, Luiz Tadeu Moraes
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Microbiologia
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca Central do Campus de Ribeirão Preto; FMRP/Barros, Veridiana Ester Dias de
Resumo

As arboviroses representam grave problema de saúde pública no Brasil. Dentre as arboviroses, aquelas transmitidas por mosquitos e causadas por Flavivirus são as mais importantes causadoras de surtos ou epidemias. Flaviviroses, como o dengue e a febre amarela, são responsáveis por doenças humanas de grande morbidade e representativa mortalidade. A fisiopatologia de algumas flaviviroses, como a do dengue na sua forma hemorrágica, relaciona-se à infecção maciça de células macrofágicas. Esse estudo objetivou investigar a infecção de macrófagos peritoneais de camundongos infectados por diferentes Flavivirus brasileiros. A infecção celular foi inicialmente confirmada por teste de imunofluorescência indireta no qual observou-se fluorescência celular quando comparada à de macrófagos não infectados. O estudo incluiu microscopia de varredura na qual macrófagos infectados com os vírus Rocio (ROC), febre amarela (YF), Bussuquara (BUS) e da encefalite de Saint Louis (SLE) apresentaram alterações da forma, tamanho e superfície, com acentuação no tamanho dos prolongamentos citoplasmáticos (pseudópodos). À microscopia de transmissão observou- se, independente do Flavivirus infectante, alterações citopatológicas sugerindo grave comprometimento celular. Ocorreu hipertrofia do retículo endoplasmático (rRE) por todo o citoplasma, com aparecimento de grandes vesículas intracitoplasmáticas contendo, no interior, material amorfo e finamente granulado, com partículas esféricas de tamanho variável, muitas com aproximadamente 50 a 60 nm de diâmetro, provavelmente, correspondendo a partículas virais em formação. Os macrófagos infectados apresentaram rRE hipertrofiado e com centros eletrondensos, características que podem ser associadas a grande atividade de síntese protéica. Visualizou-se muitos ribossomos livres no citoplasma e, também, foi possível observar o complexo de Golgi com alargamento de suas vesículas. apresentaram-se preservadas e sem alterações aparentes. Os núcleos mostraram-se preservados em sua forma e posição, mas freqüentemente exibiam rarefação cromatínica. À imunomicroscopia eletrônica observou-se maior quantidade de partículas de ouro coloidal nos macrófagos infectados quando comparados aos não infectados. Antígenos de Flavivirus foram observados nos macrófagos infectados, em diversos pontos dos citoplasmas, mais freqüentemente em vesículas. Também, estudou-se a produção de citocinas e óxido nítrico (NO) nos macrófagos infectados com Flavivirus... (AU)

Processo FAPESP: 00/00439-2 - Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos
Beneficiário:Veridiana Ester Dias de Barros Luiz
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado