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Efeito de géis clareadores na desmineralização do esmalte e módulo de elasticidade da matriz orgânica da dentina bovina

Autor(es):
Sandrine Bittencourt Berger
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
André Luiz Fraga Briso; Murilo Baena Lopes; Alessandra Buhler Borges; Mário Alexandre Coelho Sinhoreti
Orientador: Marcelo Giannini
Resumo

O objetivo geral deste estudo foi avaliar o efeito de géis clareadores contendo cálcio ou fosfato de cálcio amorfo (ACP) no módulo de elasticidade da dentina bovina desmineralizada e desmineralização do esmalte hígido ou com lesão inicial de cárie artificial. Capítulo 1: Este estudo avaliou o efeito de agentes clareadores no módulo de elasticidade (ME) da matriz orgânica da dentina bovina. Oitenta e cinco fatias foram obtidas de dentes bovinos e separadas em 5 grupos: grupo controle – sem tratamento (GC), peróxido de hidrogênio 4% (PH4), PH4+0,05% Ca (HP4/Ca), PH 7,5% + ACP (PH7,5) e peróxido de carbamida 10% (PC10). Os grupos PH4, PH4/Ca e PC10 foram tratados com os géis clareadores por 8 horas / dia durante 14 dias, enquanto as amostras do grupo PH7,5 foi submetida ao clareador por 30 minutos, 2 vezes ao dia, durante 14 dias. O esmalte das amostras foi removido e foram preparados 17 espécimes (0,5 x 1,7 x 7,0 mm) por grupo. Em seguida, estas foram desmineralizados em solução de ácido fosfórico 10% por 5 horas e o ME foi mensurado: 24 horas, 7 e 14 dias após o clareamento, utilizando o teste de micro-flexão de 3 pontos. Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Fisher (p<0,05). As amostras clareadas após 24 horas e 7 dias mostram menor ME que o GC. Os grupos clareados foram similares ao GC após 14 dias, exceto o grupo PH7,5. O uso de peróxidos pode promover diminuição do módulo de elasticidade da matriz orgânica da dentina bovina. Capítulo 2: O propósito nesta parte da tese foi avaliar o efeito de um clareador experimental e um comercial no esmalte sadio (ES) ou esmalte com lesão inicial de cárie artificial (LC), utilizando microscópio confocal laser de varredura (CLSM). Oitenta blocos (4 x 5 x 5 mm) de esmalte bovino foram usados, sendo que quarenta destes foram desmineralizados com ciclagem de pH para induzir a lesão inicial de cárie artificial. Oito grupos experimentais foram formados a partir dos produtos clareadores e a condição do esmalte dental (ES ou LC), com n=10: Grupos ES: G1 – sem tratamento (controle); G2 – peróxido de hidrogênio 4% (PH4); G3: PH4 contendo 0,05%Ca (Ca); G4 – peróxido de hidrogênio 7,5% (PH7,5) contendo fosfato de cálcio amorfo (ACP). Grupos LC: G5 – não clareado; G6 – PH4; G7 – PH4 contendo Ca; G8 – PH7,5 contendo ACP. Os grupos G2, G3, G6 e G7 foram tratados com o gel clareador por 8 horas/dia durante 14 dias, enquanto as amostras dos grupos G4 e G8 foram submetidas ao clareador por 30 minutos/duas vezes ao dia, durante 14 dias. Os blocos de esmalte foram corados com solução de rodamina e área fluorescente de desmineralização foi quantificada utilizando CLSM. Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Fisher (p<0,05). Para ES, os tratamentos clareadores aumentaram significativamente a área de desmineralização quanto comparado com os grupos não clareados, entretanto, para LC não foi observado diferença estatística significante entre os grupos. A adição de ACP e Ca na composição dos géis clareadores não resultou em redução da desmineralização promovida pelos tratamentos clareadores. (AU)

Processo FAPESP: 07/54784-1 - Efeitos de diferentes concentrações do peróxido de hidrogênio nas estruturas dentárias
Beneficiário:Sandrine Bittencourt Berger
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado