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Efeito da hidroxiureia e de doadores de oxido nitrico na expressão e função das moleculas de adesão em celulas vermelhas de pacientes com anemia falciforme

Autor(es):
Sheley Gambero
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Vagner de Castro; Heloisa Helena de Araujo Ferreira
Orientador: Fernando Ferreira Costa
Resumo

A anemia falciforme é um distúrbio genético da hemoglobina causado por uma mutação de ponto produzindo hemoglobina S (HbS) que quando desoxigenada causa, entre outros sintomas, eventos vaso-oclusivos. Um dos mecanismos indicados como causador da vaso-oclusão é a adesão de hemácias falciformes ao endotélio dos vasos. Eritrócitos falciformes e normais aderem ao endotélio vascular utilizando moléculas de adesão como, CD 36 e integrina VLA-4, entre outras moléculas de adesão. Hidroxiuréia (HU) é um agente quimioterápico que diminui a freqüência de crises vaso-oclusivas, síndrome torácica aguda e necessidade de transfusão. Longos tratamentos com HU levam a uma redução global das proteínas de superficie dos neutrófilos, monócitos e linfócitos, além de aumentar os níveis de Hemoglobina fetal (Hb F), que inibe a polimerização da célula falciforme desoxigenada. O NO é um importante vaso-dilatador responsável por inúmeros efeitos benéficos durante as crises vaso-oclusivas. Estudos demonstram que o NO pode diminuir a expressão endotelial de moléculas de adesão, mas estudos diretos sobre os níveis de expressão dessas moléculas em anemia falciforme na presença de NO não tem sido encontrados na literatura. Deste modo objetivamos neste trabalho, analisar a expressão, gênica e protéica, e a função das moléculas de adesão VLA-4 (CD49d ou cadeia a. e CD29 ou cadeia 13) e CD 36 em células vermelhas de pacientes com anemia falciforme com e sem terapia com HU e os efeitos do tratamento in vitro com HU e agentes doadores de NO na adesão dessas células. Analisando a adesão das células vermelhas normais e de pacientes com e sem terapia com HU confirmamos que as células vermelhas de pacientes falciformes são mais aderentes que as células vermelhas normais e que a terapia com HU provoca uma diminuição dessa aderência. A citometria de fluxo comprovou a maior presença de células CD36+ e CD49d+ além de maior índice de expressão dessas moléculas nos pacientes falciformes em relação ao controle e a diminuição da expressão e positividade dessas moléculas em células de pacientes em terapia com HU quando comparadas com pacientes sem terapia. Adicionalmente, a análise por Real Time PCR demonstrou que a expressão gênica de CD36, CD49d e CD29 em reticulócitos falciformes é significativamente menor em pacientes em terapia com HU quando comparado com pacientes que não recebem essa terapia. Em resumo, nossos resultados sugerem que: as propriedades adesivas à fibronectina (FN) são aumentadas em células SS e que estas propriedades diminuem nos pacientes que tomam a terapia de HU; a terapia com HU diminui a expressão protéica e a positividade, das células vermelhas falciformes, hemácias e células jovens, para os receptores CD36 e CD49d; e a expressão gêniea das moléculas de adesão CD36 e CD49d em reticulócitos de pacientes com anemia falciforme que recebem terapia com HU é diminuída em relação ao grupo de pacientes falciformes que não recebem essa terapia (AU)

Processo FAPESP: 03/11705-3 - Efeitos de doadores de no e HU na expressão e função das moléculas de adesão em células vermelhas de pacientes com anemia falciforme
Beneficiário:Sheley Gambero
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado