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Resistencia de união e caracterização morfologica da dentina coronaria e radicular tratada com sistemas adesivos

Autor(es):
Ana Carolina Machado Rocha Lima
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Tauby de Souza Coutinho Filho; Francisco Jose de Souza Filho
Orientador: Mario Fernando de Goes
Resumo

Este estudo teve como objetivos: (a) caracterizar a morfologia, a densidade e a área transversal de túbulos dentinários da dentina coronária (profunda) e radicular (terço cervical) intactas e após condicionamento com ácido fosfórico 32% (AF) e primer condicionante do sistema adesivo Clearfill Protect Bond (P); e (b) avaliar e comparar a resistência de união e os padrões de fratura obtidos na dentina coronária (profunda) e dentina radicular (terço cervical). Pré-molares humanos hígidos foram fixados em gluteraldeído (2,5%). Secções da dentina coronária profunda e dentina radicular (região cervical) foram obtidas por clivagem. Cada dente recebeu os seguintes tratamentos: G1- dentina coronária + AF; G2- dentina coronária + P; G3 - dentina coronária sem tratamento; G4- dentina radicular + AF; G5- dentina radicular + P; G6- dentina radicular sem tratamento. As secções condicionadas com primer foram imersas em etanol e acetona. Todos os grupos foram desidratados em concentrações ascendentes de álcool e HMDS e visualizadas por microscopia eletrônica de varredura em ampliação de 1500X. As imagens obtidas foram usadas para calcular a densidade (D) e a área (A) da secção transversal dos túbulos dentinários em µm2 utilizando o programa Leica IM50. Para o teste de microtração foram utilizados fatias de dentina coronária profunda e dentina radicular cervical de 12 dentes que foram divididas em quatro grupos de acordo com a região dentinária e o sistema adesivo utilizado: G7- dentina radicular + Single Bond II; G8- dentina radicular + Clearfill Protect Bond; G9- dentina coronária + Single Bond II; G10- dentina coronária + Clearfill Protect Bond. Resina composta foi acrescentada em ambos os lados das fatias. Foram obtidas dessas fatias espécimes em forma de palito. Após armazenamento em água (37ºC) os espécimes foram submetidos ao teste de microtração em uma máquina de ensaio universal (Instron), a uma velocidade de 0,5mm/min. A dentina radicular intacta do terço cervical apresentou uma superfície irregular formada por calcosferitos, o que a difere estruturalmente da dentina coronária. Já a densidade (42.627/mm2) e a área transversal média (2,9035/ µm2) dos túbulos dentinários na raiz não revelou diferença estatisticamente significante (p> 0,05) aos valores encontrados na coroa. Os dados de resistência de união foram estatisticamente superiores na dentina coronária (26.63 MPa) do que na dentina radicular (19.76 MPa). O padrão de fratura mais frequentemente encontrado para ambas as regiões foi a fratura mista (coesiva no adesivo e na camada híbrida). É possível concluir que as dentinas coronária (profunda) e radicular do (terço cervical) apresentam diferenças morfológicas e nos valores de resistência de união, porém apresentam semelhanças quanto à densidade de túbulos e padrões de fratura independente do sistema adesivo utilizado. (AU)

Processo FAPESP: 05/53290-0 - Resistência de união e caracterização morfológica da dentina radicular tratada com sistemas adesivos autocondicionantes
Beneficiário:Ana Carolina Machado Rocha Lima
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado