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Avaliação mecânica e fotoelástica do uso de placas 2,0 mm com sistema de travamento na reconstrução de defeitos mandibulares pós-ressecção

Autor(es):
Patrício José de Oliveira Neto
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Cássio Edvard Sverzut; Anibal Henrique Barbosa Luna; Henrique Clasen Scarparo; Saulo Ellery Santos
Orientador: Luciana Asprino
Resumo

Atualmente os defeitos de continuidade mandibular são convencionalmente tratados com o emprego de placas de reconstrução de titânio do sistema 2,4mm. Entretanto, os sistemas de reconstrução têm se tornado menores e com um perfil mais delgado e o sistema de reconstrução 2,0mm com travamento tem sido utilizado nas reconstruções mandibulares. O propósito deste estudo foi avaliar comparativamente, in vitro, a resistência e a distribuição de tensões promovidas pela fixação por placas e parafusos dos sistemas 2,0mm com travamento (locking) e 2,4mm convencional (não-locking), na reconstrução de defeitos mandibulares com perda de continuidade, e seu uso associado a enxertos. Para a avaliação mecânica, 20 réplicas de mandíbula humana de poliuretano foram submetidas a uma ressecção em região de corpo mandibular, produzindo um defeito de continuidade de 5cm de extensão, e divididas em quatro grupos. Nos grupos 1 e 3 as mandíbulas foram fixadas com placas 2,0mm locking e 2,4mm convencional respectivamente. Nos grupos 2 e 4, as mandíbulas foram fixadas com placas 2,0mm locking e 2,4mm convencional respectivamente, estando associadas a enxertos de poliuretano em bloco. As cinco mandíbulas de cada grupo foram submetidas ao teste de carregamento no primeiro molar contralateral ao defeito até se atingir 5mm de deslocamento, quando os valores de carga foram registrados. Para os testes fotoelásticos, quatro mandíbulas em resina fotoelástica foram submetidas ao mesmo defeito de continuidade, e cada uma fixada como nos quatro grupos descritos anteriormente e submetidas ao mesmo teste de carregamento que as mandíbulas de poliuretano. A análise estatística revelou que a placa 2,4mm apresentou resistência mecânica estatisticamente superior à placa 2,0mm locking, independente da presença ou não do enxerto, provavelmente em virtude da maior espessura da placa e diâmetro dos parafusos. Em relação ao enxerto, observou-se que sua presença não aumentou de forma significativa a resistência mecânica do sistema placa - enxerto - mandíbula, para ambos os tipos de placa. No entanto, na análise fotoelástica, verificou-se que a associação de enxerto resultou em uma menor concentração de tensões ao redor de placas e parafusos, havendo uma distribuição mais equilibrada das tensões, o que pode favorecer o uso das placas 2,0mm locking quando associado à reconstrução óssea imediata. Pode-se concluir que: o sistema de fixação interna para reconstrução mandibular 2,0mm locking apresentou resistência mecânica insatisfatória para reconstrução de defeitos de continuidade mandibular; a associação de enxerto ósseo favoreceu a distribuição das tensões, mas não promoveu aumento na resistência mecânica dos sistemas avaliados na reconstrução de defeitos de continuidade mandibular. (AU)

Processo FAPESP: 10/19344-3 - Avaliação mecânica e fotoelástica do uso de placas 2.0 mm com sistema de travamento (LOCKING)NA reconstrução de defeitos mandibulares pós-ressecção
Beneficiário:Patrício José de Oliveira Neto
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado