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O intelectual "feiticeiro" : Édison Carneiro e o campo de estudos da relações raciais no Brasil

Autor(es):
Luiz Gustavo Freitas Rossi
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Mariza Correa; Fernanda Áreas Peixoto; Sergio Miceli Pessoa de Barros; Antonio Sérgio Alfredo Guimarães
Orientador: Heloisa André Pontes
Resumo

Esta tese investiga a trajetória social e intelectual de Édison Carneiro (1912-1972). Não se trata, contudo, de uma biografia ou de uma interpretação da totalidade da obra do autor. Antes, o foco do trabalho recai sobre os aspectos da prática e produção intelectuais de Édison Carneiro que dão conta de seu envolvimento com o campo de estudos, ao qual ele esteve mais sensivelmente ligado, a saber: o campo de estudos das relações raciais e das culturas de origem africana na sociedade brasileira. Buscou-se, neste sentido, recompor a trama complexa de coordenadas históricas, sociais e biográficas que não somente permitiram a inserção de Édison Carneiro no debate sobre a “questão negra” brasileira, mas também condicionaram as estratégias de “sobrevivência” intelectual por ele adotadas em um contexto de intensas transformações, destravadas pela institucionalização das ciências sociais no país. As conclusões desta tese, portanto, dizem respeito tanto às formas como Édison Carneiro construiu sua carreira intelectual, apreendida à luz dos constrangimentos associados a sua condição de polígrafo e “intelectual de província”, quanto aos modos como essa carreira entrelaça e expressa alguns dos dilemas decisivos para se compreender a constituição e o desenvolvimento de debate racial brasileiro, a partir da década de 1930. (AU)

Processo FAPESP: 06/53240-5 - O intelectual feiticeiro: Edison Carneiro e as Ciências Sociais no Brasil
Beneficiário:Luiz Gustavo Freitas Rossi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado