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Resolvendo a anafora conceitual : um olhar para alem da relação antecedente/anaforico

Autor(es):
Mahayana Cristina Godoy
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Estudos da Linguagem
Data de defesa:
Membros da banca:
Monica Gracielas Zoppi-Fontana; Renato Miguel Basso
Orientador: Edson Françozo
Resumo

A resolução da anáfora conceitual traz questões interessantes para a pesquisa psicolingüística, pois abre a possibilidade de investigar como um pronome plural pode ser resolvido a partir de uma expressão antecedente singular, como em "O batalhão foi vacinado. Eles foram para a África". De acordo com Landman (1989), grupos como "batalhão" podem ter uma denotação plural quando recebem uma predicação distributiva (e.g., foi vacinado), mas também podem ter uma denotação singular quando são predicados coletivamente (e.g., foi reorganizado). Em outras palavras, enquanto o predicado seleciona a pluralidade de membros que compõem o batalhão no primeiro caso, no segundo, o mesmo batalhão é predicado como instituição, i.e., como uma entidade singular. Com base nessas considerações, é razoável assumir que a leitura coletiva ou distributiva determinada pelo predicado pode influenciar a resolução pronominal, desde que se considere a saturação anafórica como produto de expectativas geradas pelos leitores acerca de quais referentes têm chances de serem mencionados em partes subseqüentes do texto (Kehler et al., 2007). Para testar esta hipótese, elaboramos dois experimentos. No primeiro deles, investigamos se as leituras coletiva ou distributiva de expressões como "pelotão" poderiam criar expectativas sobre como os sujeitos dariam continuações para sentenças na voz passiva. Os participantes deveriam completar sentenças como "Para viajar ao exterior, o batalhão foi vacinado" apontando seu agente. Os resultados indicam que a continuação para predicados coletivos era preferencialmente um agente singular, enquanto para os distributivos o agente dado tendia a ser plural. Em um segundo experimento, os sujeitos liam sentenças com anáforas conceituais cujo antecedente era predicado coletiva ou distributivamente. O tempo de leitura do pronome nessas duas situações foi comparado, apontando para um tempo significativamente maior quando o pronome seguia uma predicação coletiva. Ambos os resultados, portanto, confirmam nossas hipóteses, indicando que os predicados de termos de grupo podem gerar expectativas que influenciam a resolução da anáfora conceitual (AU)

Processo FAPESP: 06/59156-6 - Resolvendo a anafora conceitual: um olhar para alem da relacao antecedente/anaforico.
Beneficiário:Mahayana Cristina Godoy
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado