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Avaliação in vitro da atividade antiviral de extratos de plantas frente ao metapneumovirus aviário (AMPV) e vírus respiratório sincicial bovino (BRSV)

Autor(es):
Matheus Cavalheiro Martini
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Jacy Gameiro; Isabela Cristina Simoni
Orientador: Clarice Weis Arns
Resumo

Para avaliar a atividade antiviral dos extratos de plantas brasileiras foram eleitos o Metapneumovirus aviário (aMPV) e o vírus Respiratório sincicial bovino (BRSV) pertences à família Paramyxoviridae, subfamília Pneumovirinae, gêneros Metapneumovirus e Pneumovirus respectivamente. Tanto o aMPV quanto o BRSV são vírus semelhantes aos que causam doenças em humanos como o vírus respiratório sincicial humano (HRSV) e metapneumovírus humano (hMPV). O objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade antiviral de 12 diferentes espécies de plantas: Pterodon emarginatus Vogel.; Kielmeyera coriacea Mart. & Zucc.; Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen; Virola sebifera Aubl.; Gaylussacia brasiliensis (Spreng.) Meisn.; Maytenus ilicifolia (Schrad.) Planch.; Bursera aloexylon (Schiede ex Schltdl.) Engl.; Aspidosperma tomentosum Mart.; Copaifera langsdorffii Desf; Baccharis dracunculifolia DC.; Arrabideae chica (Humb. & Bonpl.) B.Verl.; Aniba rosaeodora Ducke (Lin 3). Para realizar os estudos antivirais foi utilizada concentrações máximas não tóxicas para as diferentes linhagens celulares utilizadas frente aos dois vírus. Para os ensaios antivirais foram utilizadas a linhagens CER (Chicken embryo related cells) e CRIB (bovine viral diarrhea virus-resistant clone of MDBK cells) para o aMPV e BRSV respectivamente. Os extratos brutos com atividade antiviral foram submetidos a uma curva concentração resposta com diferentes concentrações de extrato na presença de 100 DICC/mL de cada amostra viral através do ensaio colorimétrico MTT [3-(4,5- dimetiltiazol-z-yl)-2,5 difeniltertrazolim brometo] determinando assim a concentração antiviral 50% (EC50). Para determinar o mecanismo de ação dos extratos e os vírus nas células foram utilizados três diferentes tratamentos: (i) Pré-tratamento (célula tratada com extrato e posterior inoculação com a amostra viral); (ii) Pós-tratamento (célula inoculada com a amostra viral e depois tratada com o extrato); (iii) Virucida (extrato e vírus mantidos juntos e posterior inoculação na cultura celular). O extrato foi considerado ativo quando houve diminuição do título viral em 1,5 log em relação ao titulo viral controle. Os resultados mostraram que todos os extratos testados obtiveram concentrações não tóxicas para as diferentes linhagens celulares. Em relação à atividade antiviral o extrato da espécie Aspidosperma tomentosum apresentou atividade frente ao BRSV e aMPV, ambos no pré-tratamento. Os extratos das espécies Virola sebifera; Arrabidaea chica; Gaylussacia brasiliensis e Anniba rosaeodora apresentaram atividade antiviral para o aMPV no pós-tratamento. Nenhum extrato bruto apresentou atividade de "vírus-inativação" em relação aos vírus avaliados. Os demais extratos não apresentaram atividade antiviral significativa para nenhum destas espécies virais. O ensaio antiviral deste estudo poderá continuar sendo utilizado como triagem para outras espécies em busca de substâncias com potencial medicinal. As diferentes atividades de ação dos extratos sugerem a ocorrência de mecanismo de ação distinto entre os vírus avaliados (AU)

Processo FAPESP: 07/57890-7 - Uso do vírus respiratório sincicial bovino (BRSV) para avaliação da atividade antiviral de extratos de plantas
Beneficiário:Matheus Cavalheiro Martini
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado