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Condições de saúde e uso de serviços de saúde segundo o níve de escolaridade de mulheres adultas no município de Campinas , São Paulo

Autor(es):
Caroline Senicato
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Márcia Furquim de Almeida; Mary Angela Parpinelli
Orientador: Marilisa Berti de Azevedo Barros
Resumo

A ocupação da mulher no mercado de trabalho e seu papel central no núcleo familiar, na organização e cuidado da moradia e da família, incluindo a amamentação, a criação dos filhos e o cuidado de familiares idosos e doentes, diferenciam-se dependendo do segmento socioeconômico a que pertencem e isso influencia distintamente no perfil de saúde e morbidade. O objetivo deste estudo foi avaliar desigualdades sociais no estado de saúde e uso de serviços de saúde segundo o nível de escolaridade de mulheres adultas. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra por conglomerados. Analisaramse 508 mulheres de 20 a 59 anos de idade residentes na área urbana do município de Campinas, participantes do Inquérito de Saúde do Município de Campinas - ISACAMP 2008. Foram estimadas prevalências e razões de prevalências ajustadas, utilizando modelos de regressão simples e múltipla de Poisson e considerando as ponderações relativas ao desenho amostral. Mulheres de menor nível educacional apresentaram pior condição de vida e maior prevalência de hipertensão, problemas circulatórios, dor de cabeça/enxaqueca, tontura/vertigem, obesidade, transtorno mental comum (SRQ-20), saúde autorreferida como ruim ou muito ruim, uso de prótese dentária e deficiência visual, e menor prevalência de uso de óculos ou lentes. Mas, não houve diferença entre os dois segmentos sociais de mulheres na prevalência de uso de serviços de saúde nas duas últimas semanas, no uso de medicamentos nos últimos três dias, no autoexame mensal das mamas, no exame clínico das mamas no último ano, no exame de Papanicolaou nos últimos três anos, nas hospitalizações e cirurgias no último ano, e na vacinação contra rubéola em algum momento da vida. Diferenças significativas foram observadas apenas quanto ao acesso aos serviços odontológicos no último ano e à mamografia nos últimos dois anos. O estudo detectou a presença de desigualdades sociais em diversos indicadores do estado de saúde e a presença de equidade no acesso a vários componentes dos serviços de saúde, apontando a potencialidade do SUS na redução das iniquidades na saúde da mulher no município. (AU)

Processo FAPESP: 10/04768-2 - Condições de saúde e uso de serviços de saúde segundo o nível de escolaridade de mulheres em idade reprodutiva no município de Campinas, São Paulo
Beneficiário:Caroline Senicato
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado