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Efeito do intervalo de tempo entre as exposições à sacarose na desmineralização do esmalte e na composição do biofilme dental

Autor(es):
Livia Helena Terra e Souza
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Lívia Maria Andaló Tenuta; Cecilia Pedroso Turssi; Carolina Patrícia Aires
Orientador: Jaime Aparecido Cury
Resumo

A sacarose é considerada o mais cariogênico dos carboidratos da dieta e o efeito dos intervalos de tempo entre as exposições diárias deve ser considerado, porém faltam estudos experimentais em humanos para comprovar sua importância, sendo este o objetivo deste estudo. Assim, foi conduzido um estudo in situ, cego em relação ao examinador, e cruzado em quatro fases e o fator em estudo foi o intervalo entre as exposições à sacarose a 20% usada na frequência de 8x/dia. Os grupos experimentais testados incluíam nenhuma solução (controle) e os intervalos de 15, 45 e 90 minutos entre as exposições à sacarose. Quinze voluntários adultos usaram um dispositivo palatino de acrílico contendo quatro blocos de esmalte dental humano, com dureza de superfície pré-determinada e os tratamentos com sacarose foram feitos extra-bucalmente. Uma semana antes do início e durante todo o experimento os voluntários usaram dentifrício não fluoretado. Na manhã do 15º dia de cada fase o biofilme formado sobre dois blocos foi coletado para a análise microbiológica e de polissacarídeos e aquele formado sobre os outros dois blocos para análise inorgânica do biofilme quanto as concentrações de Ca, Pi e F no fluido e parte sólida do biofilme. A dosagem de Ca e Pi no fluido e porção sólida do biofilme foi realizada utilizando reagentes colorimétricos. Para a dosagem de F no fluido e porção sólida do biofilme, foi utilizado um eletrodo específico para o íon, adaptado para microanálise. Na análise microbiológica foram analisados os microrganismos totais, estreptococos do grupo mutans, Actinomyces viscosus e lactobacilos. As unidades formadoras de colônias (UFC) foram contadas e os resultados expressos como UFC/mg de peso úmido do biofilme dental. Os polissacarídeos extraídos foram dosados por método colorimétrico. Após a coleta do biofilme, os blocos de esmalte foram removidos dos dispositivos e foi determinada sua a desmineralização por meio da dureza de superfície e do esmalte seccionado. Foi utilizada análise de variância para o efeito dos tratamentos e teste de Tukey, quando o efeito foi significativo, para comparação entre os grupos. Os resultados mostraram que houve uma perda de dureza maior nos grupos de intervalo de 45 e 90 minutos quando comparados com os grupos de intervalo de 15 e controle. Entretanto, para as concentrações de F, Ca e Pi na parte sólida do biofilme dental não houve diferença, mas no fluido houve para maior concentração de Ca no intervalo de 90 minutos. Houve um aumento gradativo na concentração de polissacarídeos extra e intracelulares quanto maior o intervalo. Já para as contagens de microrganismos, em relação a lactobacilos houve diferença entre o grupo controle e os grupos de intervalo testados, mas estes não se diferenciaram entre si. Para os microrganismos totais, estreptococos do grupo mutans e Actinomyces viscosus não houve diferença entre os grupos. Conclui-se que o intervalo de tempo entre as exposições diárias à sacarose deve ser considerado nas orientações dietéticas, pois intervalo mais longo mudou a composição do biofilme dental formado e provocou maior desmineralização do esmalte. (AU)

Processo FAPESP: 09/12092-1 - Efeito dos intervalos de exposição à sacarose na desmineralização do esmalte e na composição do biofilme dental
Beneficiário:Lívia Helena Terra e Souza
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado