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Cimentos resinosos autoadesivos : efeito do modo de polimerização no grau de conversão, na resistencia flexural biaxial e na resistencia de união a dentina

Autor(es):
Thaiane Rodrigues Aguiar
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba
Data de defesa:
Membros da banca:
Paula Mathias Rabelo de Morais; Lourenço Correr Sobrinho
Orientador: Marcelo Giannini
Resumo

A utilização de materiais que possibilitam alcançar excelência em estética, associada à redução do número de etapas presentes no protocolo de cimentação adesiva, tem destacado o interesse dos profissionais quanto ao uso dos cimentos resinosos autoadesivos. Com o recente advento destes materiais, contempla-se a necessidade em conhecer suas propriedades físicas e químicas, assim como o mecanismo de união ao substrato dental. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar a influência do modo de polimerização (dupla polimerização e ativação química) de 4 cimentos resinosos sendo 3 cimentos resinosos autoadesivos (RelyX Unicem (RX), 3M ESPE, Seefeld, Alemanha; BisCem (BC), Bisco Inc., Schuamburg, IL, EUA e G-Cem (GC), GC Corp., Tóquio, Japão) e 1 cimento resinoso convencional (Panavia F 2.0 (PF), Kuraray Medical Inc., Kurashiki, Japão) quanto ao grau de conversão, resistência flexural biaxial e resistência de união à dentina. Para o ensaio de microtração, superfícies dentinárias de terceiros molares humanos foram utilizados e o padrão de fratura foi analisado em Microscopia Eletrônica de Varredura, enquanto, para os outros testes, os espécimes foram preparados a partir dos próprios cimentos resinosos com dimensões padronizadas e definidas de acordo com o ensaio aplicado. Para o estudo do grau de conversão, também foi avaliado o comportamento dos cimentos resinosos em função do tempo (5, 10 e 15 minutos), observou-se diferença estatística entre o tempo de avaliação e o modo de polimerização. A dupla polimerização aumentou os valores médios de grau de conversão para o RX e o BC; entretanto, o PF não demonstrou diferença significativa. Em relação ao tempo de avaliação, o melhor comportamento quanto ao grau de conversão foi observado 15 minutos após a manipulação dos cimentos avaliados com exceção do BC quimicamente ativado, que não demonstrou diferença estatística entre o período de 5 e 10 minutos. Para o cimento autoadesivo G-Cem, o cálculo do grau de conversão foi inviabilizado, pois não foi observado o anel aromático de carbono na leitura inicial do monômero. No ensaio de resistência flexural biaxial notou-se que a fotoativação aumentou os valores médios do módulo de flexão e da resistência à flexão; contudo, o cimento resinoso autoadesivo BC sempre apresentou os menores valores médios. O ensaio de microtração demonstrou o aumento da resistência de união dos materiais PF e GC quando fotoativados; os cimentos RX e BC não foram influenciados pelo modo de polimerização, porém, quando quimicamente ativados, o PF e RX apresentaram as maiores médias, sendo RX semelhante ao GC. O padrão de fratura apresentou predominância da falha adesiva entre dentina e cimento resinoso exceto para o grupo RX quimicamente ativado e GC fotoativado, seguido por falhas mistas envolvendo fraturas adesivas e coesivas no cimento resinoso. Conclui-se que a fotoativação dos cimentos resinosos de dupla polimerização empregados demonstrou melhores resultados na avaliação do grau de conversão, na resistência flexural biaxial e na resistência de união; entretanto, o melhor desempenho de alguns sistemas pode estar relacionado às características químicas inerentes ao material (AU)

Processo FAPESP: 07/53214-7 - Avaliação das propriedades físico-químicas de cimentos resinosos auto-adesivos
Beneficiário:Thaiane Rodrigues Aguiar
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado