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Respostas do capim-marandu a combinações de doses de nitrogênio e enxofre.

Texto completo
Autor(es):
Karina Batista
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Francisco Antonio Monteiro; Quirino Augusto de Camargo Carmello; Joaquim Carlos Werner
Orientador: Francisco Antonio Monteiro
Resumo

A baixa disponibilidade de nutrientes na exploração da pastagem é um dos principais fatores que interfere tanto na produtividade como na qualidade da forrageira. O presente trabalho objetivou avaliar os efeitos de combinações de doses de nitrogênio com doses de enxofre para a Brachiaria brizantha cv. Marandu, cultivada em solução nutritiva, utilizando sílica como substrato, em um experimento conduzido em casa-de-vegetação, em Piracicaba-SP, no período de setembro a dezembro de 2001. Utilizou-se um esquema fatorial 5 2 fracionado, com 13 combinações assim definidas, para nitrogênio e enxofre na solução nutritiva: 14 e 3,2; 14 e 32; 14 e 80; 126 e 12,8; 126 e 64; 210 e 3,2; 210 e 32; 210 e 80; 336 e 12,8; 336 e 64; 462 e 3,2; 462 e 32 e 462 e 80 mg L -1 , as quais foram distribuídas segundo delineamento estatístico de blocos ao acaso, com quatro repetições. Foram realizados dois cortes nas plantas, ocasiões em que se separou a parte aérea em folhas emergentes, lâminas de folhas recém-expandidas, lâminas de folhas maduras e colmos mais bainhas. Após o segundo corte as raízes foram separadas do substrato e tiveram o comprimento e a superfície avaliados. Os resultados demonstraram que a interação entre as doses de nitrogênio e enxofre foi significativa para o número total de perfilhos, o número total de folhas expandidas, o teor de clorofila, a área foliar, a produção de massa seca da parte aérea, a concentração de nitrogênio em folhas emergentes e nas raízes, a concentração de enxofre e a relação N:S em folhas emergentes, lâminas de folhas recém-expandidas e lâminas de folhas maduras em um ou ambos os cortes. Para a atividade da redutase do nitrato não foi observada significância quer para a interação entre as doses de nitrogênio e enxofre, quer para as doses individuais de nitrogênio e enxofre. A máxima concentração de nitrogênio (31,6 g kg -1 ) nos componentes do capim foi observada nas folhas emergentes na dose de nitrogênio de 462 mg L -1 por ocasião do primeiro corte. Para o enxofre a máxima concentração (2,8 g kg -1 ) foi observada nos colmos+bainhas na dose de nitrogênio de 14 mg L -1 , à época do segundo corte. A relação N:S nas lâminas de folhas recém-expandidas variou de 2,8:1 a 37,2:1 sendo o mínimo observado com muito baixo suprimento de nitrogênio e o máximo dessa relação ocorrendo com fornecimento de alta dose de nitrogênio combinada com baixa disponibilidade de enxofre. É necessário suprir enxofre quando se incrementa a disponibilidade de nitrogênio para o capim-Marandu. (AU)

Processo FAPESP: 01/05625-1 - Respostas do capim-marandu a combinações de doses de nitrogênio e enxofre
Beneficiário:Karina Batista
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado