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"Um estudo da nominalização no português do Brasil com base em unidades lexicais neológicas"

Texto completo
Autor(es):
Bruno Oliveira Maroneze
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Ieda Maria Alves; Maria Aparecida Barbosa; Maria Tereza Camargo Biderman
Orientador: Ieda Maria Alves
Resumo

Tendo em vista que a análise de unidades lexicais neológicas tem muito a contribuir para os estudos de formação de palavras, procuramos, neste trabalho, com base nos modelos teóricos de Bybee (1988) e Langacker (1987, 1991) descrever um aspecto da formação de palavras no português brasileiro: os chamados nominais (substantivos abstratos derivados de verbos). Abordamos as tendências e restrições de uso de cada sufixo nominalizador (enfatizando -ção, -mento, -agem, -da e -nc(i)a) bem como da chamada derivação regressiva. Também descrevemos certas características semânticas (polissemia, especialização semântica etc.), sintáticas (exigências sintáticas, uso de verbos-suporte etc.) e discursivas (emprego em textos mais ou menos formais, mecanismos de coesão textual etc.) desse tipo de formação. Em seguida, buscamos mostrar como os sufixos nominalizadores e os nominais são descritos nos dicionários de língua do português brasileiro. A partir de uma base de dados de formações neológicas coletadas em textos jornalísticos entre os anos de 1993 e 2000, analisamos cerca de 170 nominais neológicos, com a finalidade de verificar se tais formações obedecem às tendências e restrições de uso descritas, e se é possível detectar tendências novas. Observamos que: o sufixo -ção, o mais freqüentemente empregado, tem se unido a verbos da segunda conjugação, fenômeno não-atestado em períodos anteriores da língua; os sufixos -ção e -agem vêm apresentando conotações familiares ou jocosas, com destaque para o chamado -ção iterativo; as formas -nça e -ncia vêm adquirindo conotações divergentes, o que pode apontar para que não mais sejam analisadas como formas alomórficas do mesmo sufixo; entre outras observações. Por fim, propusemos uma forma de descrever esses nominais neológicos, a ser utilizada no Dicionário de Neologismos do Português Brasileiro Contemporâneo (Década de 90). (AU)

Processo FAPESP: 03/03549-1 - Aspectos morfossintáticos e semânticos e lexicográficos da nominalização em português
Beneficiário:Bruno Oliveira Maroneze
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado