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Estudo do efeito da uréia na cinética de cristalização de mulita: experimental e computacional

Texto completo
Autor(es):
Coppio, Luciana De Simone Cividanes
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São José dos Campos. 2009. 136 f.
Instituição: Brasil. Ministério da Defesa. Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Data de defesa:
Membros da banca:
Brunelli, Deborah Dibbern; Thim, Gilmar Patrocínio; Melo, Francisco Cristovão Lourenço de; Bertran, Celso Aparecido
Orientador: Thim, Gilmar Patrocínio
Área do conhecimento: Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica
Indexada em: Base Digital de Teses - ITA
Localização: Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Biblioteca Central; T548.2(043); C785e
Resumo

Devido às propriedades químicas, físicas e mecânicas da mulita, este material tem sido utilizado em peças sujeitas a grandes esforços mecânicos e submetidas a temperaturas elevadas. Suas propriedades estão correlacionadas com o método de síntese utilizado. Sendo assim, o objetivo deste trabalho estudar o efeito da uréia na cristalização da mulita, sintetizada através dos processos sol-gel coloidal e sol-gel polimérico. A adição da uréia em géis coloidais levou à obtenção de materiais mais puros e em temperaturas menores (efeito positivo), ao contrário do que ocorreu para os géis poliméricos (efeito negativo). O efeito da adição da uréia nas amostras coloidais foi estudado através das técnicas de DRX, FTIR, MEV, TG, DSC e simulação computacional. A cinética de cristalização de mulita ortorrômbica foi estudada utilizando o método isoconversional, não isotérmico, de Flynn-Wall-Ozawa. O efeito positivo da presença da uréia nos géis coloidais está relacionado à sua participação nas etapas de hidrólise e condensação do alumínio e do silício, através da interação da uréia com o alumínio, com a água e com o silanol, evitando a intensa segregação de fases, como foi mostrado pela simulação computacional. Já o efeito negativo causado pela uréia nos géis poliméricos ocorreu pela concorrência entre o silanol, o nitrato de alumínio e a uréia pelas poucas moléculas de água presentes nestas amostras. As amostras coloidais com uréia formaram mulita em maior quantidade e em menor temperatura, além de apresentarem maior proporção de silício/alumínio e menor porosidade. A amostra com maior concentração de uréia mostrou-se a mais homogênea, formando mulita em temperatura menor e não segregando a fase a-alumina. Os valores de energia de ativação encontrados para a amostra coloidal sem uréia foram menores em relação às amostras com uréia. Acredita-se que a extensa segregação de fases na amostra sem uréia tenha gerado uma quantidade muito pequena de materiais com elevada homogeneidade. As amostras coloidais apresentaram o mecanismo de Šesták e Berggren (SB) para a reação de cristalização de mulita ortorrômbica. (AU)

Processo FAPESP: 07/02701-5 - Efeito da uréia na cinética de cristalização de mulita
Beneficiário:Luciana de Simone Cividanes Coppio
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado