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Produção recombinante e estudos funcionais de três novas cistatinas da cana-de-açúcar e sua utilização em estudos de inibição da adesão, ploriferação, migração e invasão celular

Texto completo
Autor(es):
Gianotti, Andréia
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Carlos. 2008. 119 f.
Instituição: Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Data de defesa:
Membros da banca:
Silva, Flávio Henrique; Carmona, Adriana Karaoglanovic; Araújo, Heloísa Sobreiro Selistre de; Margis, Rogério; Silva Filho, Márcio de Castro; Garrat, Richard Charles
Orientador: Silva, Flávio Henrique
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Genética
Indexada em: Base de Dados BCo-PHL - UFSCAR; Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFSCAR
Localização: Universidade Federal de São Carlos. Biblioteca Comunitária; T574.87328; G434pr
Resumo

A principal causa de mortalidade em pacientes com câncer está associada ao estabelecimento de metástases pelo organismo. A degradação e invasão da matriz extracelular e lâmina basal, etapas chave no processo da metástase, envolvem a ação de enzimas proteolíticas. Em linhagens de células cancerosas as quantidades e a atividade das catepsinas B e L estão consideravelmente aumentadas, e têm sido correlacionadas ao potencial invasivo destas células. Ao mesmo tempo, as quantidades de seus inibidores endógenos, as cistatinas, estão consideravelmente diminuídas, gerando um desequilíbrio que contribui para o desenvolvimento do fenótipo metastático. Assim, no sentido de restabelecer o equilíbrio existente na célula normal, o uso das cistatinas como possíveis agentes terapêuticas em novas estratégias anti-câncer tem sido sugerido. O projeto genoma da cana-de-açúcar (SUCEST - FAPESP) possibilitou a identificação de cerca de 20 possíveis cistatinas nesta planta. No presente trabalho, descreve-se a expressão heteróloga, purificação e caracterização de três cistatinas da cana-de-açúcar, denominadas CaneCPI-2, CaneCPI-3 e CaneCPI-4, as quais apresentaram diferenças na ação inibitória contra as catepsinas B e L humanas. Enquanto as três cistatinas inibiram a catepsina L com valores de Kj de 0,17, 0,6 e 0,021 nM, respectivamente, somente a CaneCPI-4 foi capaz de inibir eficientemente a catepsina B (Kj = 0,83 nM). Considerando o envolvimento das catepsinas B e L na invasão das células tumorais, o efeito das cistatinas da cana-de-açúcar sobre a habilidade invasiva da linhagem celular de câncer mamário humano MDA-MB-231 foi avaliado por meio da adição das cistatinas recombinantes às células, e também utilizando células transfectadas com os genes das cistatinas. De modo geral, os valores de Kj correlacionaram-se com a capacidade das cistatinas de inibir a atividade de cisteíno catepsinas das células tumorais, assim como, a invasão celular através de uma matriz de Matrigel®. As células que expressavam a cistatina CaneCPI-4 apresentaram uma pequena redução na habilidade invasiva. Por outro lado, uma redução de - 60% na invasão celular foi obtida com 2 IJ.M das cistatinas recombinantes CaneCPI-2 ou CaneCPI-3, ou 0,2 IJ.M de CaneCPI-4. Entretanto, as cistatinas não apresentaram nenhum efeito sobre a adesão e a proliferação destas células. Nossos resultados abrem a possibilidade de considerar estas, assim como outras fitocistatinas, como possíveis agentes terapêuticas em estratégias anti-câncer. (AU)

Processo FAPESP: 05/56631-2 - Produção recombinante e estudos funcionais de quatro novas cistatinas da cana-de-açúcar e sua utilização em estudos de inibição da adesão, proliferação e migração celular
Beneficiário:Andreia Gianotti
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto