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Avaliação ecotoxicogenética da torta de filtro, obtido do beneficiamento da cana-de-açúcar, antes e após processo de biodegradação

Texto completo
Autor(es):
Leonardo Ramos Anacleto
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Rio Claro. 2014-08-13.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Instituto de Biociências. Rio Claro
Data de defesa:
Orientador: Maria Aparecida Marin Morales
Resumo

Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e etanol, o que vem necessitando, cada vez mais, de extensas áreas de cultivo de cana-de-açúcar. A alta produção da indústr ia sucroalcooleira gera uma grande quantidade de resíduos que acaba por alterar a qualidade do solo, da água e do ar. Esta atividade agrícola tem como poluentes, além dos agroquímicos usados na cultura e dos subprodutos da queima da cana-de-açúcar, resíduos gerados desde a colheita até o processo produtivo, tais como o Bagaço de Cana-de-Açúcar (BCA), a vinhaça e a Torta de Filtro (TF), sendo esta última derivada do processo de destilação/fermentação e da filtração, a vácuo, do lodo retido nos clarificadores. Tanto a vinhaça como a TF vem sendo utilizadas como agentes recuperadores dos solos das culturas de cana-de-açúcar. Porém, não existem ainda muitas informações sobre os efeitos deletério desses produtos à biota exposta, no momento da sua aplicação ou em longo prazo; os cuidados necessários para o armazename nto destes produtos; e a quantidade indicada para a aplicação na cultura. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a biodegradabilidade da TF misturada com solo e BCA, por meio do teste de respirometria de Bartha, bem como avaliar os efeitos tóxicos deste resíduo e de sua s misturas nos organismos testes Eisenia andrei (teste de toxicidade e de fuga) e Allium cepa (citotoxicidade, genotoxicidade e mutagenicidade). Os resultados demonstraram que tanto a TF pura como em altas concentrações tiveram potencial tóxico para E.andrei e potencial citotóxico, genotóxico e mutagênico para A.cepa. Porém, estes efeitos foram atenuados, após seis meses de biodegradação, demonstrando que este processo pode ser uma interessante estratégia para detoxificar a TF e tornar este resíduo passível de ser usado como recondicionante de solo agricultáveis (AU)