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A estetica do consumo no cenario social e cultural da Praia de Iracema / \ Aletusya de Araujo Benevides

Texto completo
Autor(es):
Aletusya de Araujo Benevides
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Cristina Meneguello; Ana Fani Alessandri Carlos; Frederico de Castro Neves; Ítalo Arnaldo Tronca; Marcos Tognon
Orientador: Maria Stella Martins Bresciani
Resumo

A inserção do Ceará no cenário turístico internacional, durante a década de 1980, foi acompanhada de profundas transformações estéticas na fisiografia urbana de Fortaleza. Tais transformações pautaram-se na perspectiva de desenvolvimento de uma cultura supersimbólica, a qual pudesse fornecer novos referenciais identitários de cidadania, de consumo e de produção cultural integrados à universalidade do mercado de significantes extraterritoriais e transnacionais. Caracterizada como centro histórico de Fortaleza, a Praia de Iracema tornou-se objeto principal das intervenções urbanísticas promovidas pelo Estado, Prefeitura e iniciativa privada, que objetivaram a requalificação urbana e social, favorecendo o desenvolvimento de políticas culturais capazes de proporcionar a "reinvenção de sensibilidades comuns de todas as formas de expressão artísticas", a partir da integração de novas tecnologias comunicacionais à produção cultural e intelectual da classe média de Fortaleza, base infra-estrutural para atração do capital estrangeiro. Se, em termos gerais, a intervenção do Estado no mercado é compreendida como obstáculo ao desenvolvimento da cultura de consumo e a esfera pública vista na incapacidade de agir como contrapeso junto à massificação da produção cultural, como explicar os mecanismos observáveis no processo de requalificação urbana e social implementados pelo Governo do Estado do Ceará e a mobilização cultural promovida pelo corpo social local? Donde se concluiu que não só a virtualização da estética urbana de Fortaleza, promovida pelo poder político local, funcionou como meio de criação de uma cultura supersimbólica, como as manifestações culturais locais não midiáticas traduziram-se como contrapeso à formação de identidades com base nos significantes extraterritoriais e transnacionais de consumo (AU)