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Potencial dos biflavonóides de Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kuntze como antioxidantes e fotoprotetores

Autor(es):
Yamaguchi, Lydia Fumiko
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo. [2004]. xii,96 f., gráficos, ilustrações, tabelas.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Química
Data de defesa:
Membros da banca:
Di Mascio, Paolo; Bechara, Etelvino José Henriques; Baptista, Maurício da Silva; Soares Netto, Luis Eduardo; Lopes, Norberto Peporine
Orientador: Di Mascio, Paolo
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Bioquímica
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca do Conjunto das Químicas; CQ T/574.1921; Y19p
Resumo

A Araucaria angustifolia é uma conífera endêmica das regiões sul e sudeste do Brasil, sendo considerada uma espécie em extinção devido ao extenso extrativismo madeireiro. Atualmente, existem inúmeros projetos visando ao reflorestamento e uso sustentável desse pinheiro. Em vista desses pontos, o estudo das propriedades dos componentes das folhas, com o intuito da utilização desses com fins comerciais, tornou-se de extrema importância. As suas folhas foram submetidas à extração com solventes e foram identificados seis biflavonóides majoritários, dentre estes a amentoflavona e a ginkgetina, que são apontados como agentes contra inflamações e artrites. A fração rica de biflavonóides (BFF) extraída da araucaria foi testada frente a sua atividade em proteger contra danos em biomoléculas provocadas por espécies reativas de oxigênio, capacidade em quelar metais e proteção contra raios UV. A capacidade do BFF em proteger contra danos provocados por espécies reativas de oxigênio foi comparada com compostos conhecidamente antioxidantes, como o a-tocoferol, Trolox, quercetina, rutina e com padrões de biflavonóides, a amentoflavona e ginkgetina. O BFF demonstrou possuir uma constante de supressão do 1O2 (50 x 10 6 M-1s-1), superior ao da quercetina (9 x 10 6 M-1s-1) e foi o mais eficiente na proteção contra quebras de simples fita em DNA plasmidial, provocado por esta espécie reativa. Ainda em relação à proteção de DNA plasmidial o BFF foi capaz de proteger também contra esses danos provocados através da reação de Fenton, apesar de não demonstrar a mesma eficiência da quercetina que mostrou ser um potente protetor desses danos. O BFF protegeu contra lipoperoxidação em lipossomos de fosfatidilcolina induzida por raios UV e reação de Fenton. Em análises realizadas com espectrometria de massas foi observada a formação de complexos destes biflavonóides com íons metálicos como ferro, cobre e alumínio que possuem um papel importante na formação de radicais livres. Em relação à capacidade fotoprotetora do BFF, este inibiu a formação de dímeros de pirimidina que são apontados como causadores de câncer de pele induzidos, principalmente por radiação UV-B. Esta ação protetora foi superior àquela conferida ao p-metoxicinamato de octila, um conhecido fotoprotetor. Com o intuito de permitir a solubilização do BFF em soluções aquosas e assim, avaliar a ação do BFF em células, incorporou-se o BFF em ciclodextrina. Essa inclusão favoreceu a incorporação de BFF em células CV1-P na concentração aproximada de 0,4 ug/ml após 24 horas de incubação... (AU)

Processo FAPESP: 01/13935-0 - Estudo da capacidade fotoprotetora de biflanóides extraídos de Araucaria angustifolia e interação com biomoléculas
Beneficiário:Lydia Fumiko Yamaguchi
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto