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Óleos essenciais de plantas na dieta de tilápia-do-Nilo: efeitos sobre a saúde, morfologia intestinal e microbiota

Texto completo
Autor(es):
Gustavo Moraes Ramos Valladão
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Jaboticabal. 2018-03-09.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. Jaboticabal
Data de defesa:
Orientador: Fabiana Pilarski
Resumo

Os óleos essenciais (OEs) de plantas são compostos estudados como aditivo alimentar na produção animal há alguns anos, sendo descritos por diversos autores como promotores de crescimento, imunoestimulantes e antimicrobianos. No entanto, os efeitos de sua adição na dieta de organismos aquáticos ainda são pouco conhecidos. No presente estudo, diferentes estratégias de suplementação com diferentes OEs foram testadas. No primeiro estudo, os OEs de Mentha piperita e Melaleuca alternifolia foram incorporados à dieta para tilapia-do-Nilo Oreochromis niloticus por um longo período (2 meses), e os seus efeitos sobre a saúde (parâmetros hematológicos, bioquímicos e imunológicos) e sobre o intestino (morfologia e morfometria) foram avaliados. Em um segundo momento, M. piperita, M. alternifolia, Citrus aurantium, Cymbopogon nardus, Ocimum basilicum e Thymus vulgaris foram testados in vitro contra isolados intestinais (Aeromonas hydrophila, Staphylococcus aureus e Edwardsiella tarda) da tilápia-do-Nilo para seleção daquele com maior capacidade de modular a microbiota dos peixes. O OE de Thymus vulgaris foi aquele que apresentou a maior atividade contra as bactérias testadas. Em um estudo final, o OE de Thymus vulgaris foi incorporado à dieta e fornecido por 15 dias à tilápia-do-Nilo e o efeito sobre a saúde, intestino, e também sobre a população de bactérias do gênero Bacillus no intestino foi avaliado. O primeiro experimento demonstrou que a M. piperita e a M. alternifolia foram capazes de imunoestimular componentes da resposta humoral dos peixes (ativando o sistema complemento) e a M. alternifolia ainda foi capaz de alterar a morfologia intestinal (ocasionando aumento de suas vilosidades). O OE de T. vulgaris apresentou maior atividade antibacteriana quando comparado aos outros cinco OEs testados in vitro, e quando adicionado à dieta foi capaz de imunoestimular componentes da resposta celular dos peixes (incrementando o número de leucócitos e linfócitos). Além disso, apesar de sua forte atividade antibacteriana, não foi capaz de alterar a população de bactérias benéficas do gênero Bacillus presentes no intestino. Em ambos experimentos in vivo as dietas suplementadas com OE não revelaram efeitos tóxicos aos peixes nas condições testadas. Baseado na revisão de literatura e nos resultados obtidos, conclui-se que, as suplementações com OEs foram seguras, apresentaram efeito imunoestimulante em diferentes componentes da resposta imune, puderam alterar em alguns casos a morfologia intestinal e parecem ter pouco impacto sobre a microbiota dos peixes. (AU)