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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

"Estudo EMMA: estudo coorte brasileiro baseado na comunidade sobre mortalidade e morbidade por acidente vascular cerebral"

Texto completo
Autor(es):
Alessandra Carvalho Goulart [1]
Número total de Autores: 1
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Universidade de São Paulo. Hospital Universitário. Clinical Epidemiologist and Researcher, Center for Clinical and Epidemiological Research - Brasil
Número total de Afiliações: 1
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: São Paulo Medical Journal; v. 134, n. 6, p. 543-554, 2016-12-00.
Resumo

RESUMO CONTEXTO E OBJETIVO: O acidente vascular cerebral (AVC) tem alta carga de incapacidade e mortalidade. Objetivou-se avaliar a epidemiologia, fatores de risco e prognóstico do AVC no Estudo EMMA (Estudo da Mortalidade e Morbidade do AVC). TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo longitudinal prospectivo de base comunitária conduzido em hospital universitário. MÉTODOS: Dados sobre AVC baseados em eventos fatais e não fatais foram avaliados, incluindo dados sociodemográficos, mortalidade e preditores, por meio de regressão logística e análises de sobrevida. RESULTADOS: O subtipo de AVC foi melhor definido no ambiente hospitalar do que na comunidade local. Na fase hospitalar, cerca de 70% eram eventos primários e do subtipo isquêmico. Entre os fatores de risco cerebrovascular, a frequência de ingestão de álcool foi mais alta no AVC hemorrágico comparado com o isquêmico (35,4% versus 12,3%, P < 0,001). O risco de morte depois de AVC hemorrágico foi maior que o do AVC isquêmico e este gradiente foi máximo aos 10 dias após o evento (razão das chances, 3,31; intervalo de confiança (IC) de 95%: 1,55-7,05). Análise de sobrevivência em 4 anos com 665 casos de AVC primário (82,6% AVC isquêmico e 17,4% AVC hemorrágico) demonstrou taxa de sobrevida global de 48%. Aos 4 anos, maiores riscos de morte foram para casos de AVC isquêmico e pacientes analfabetos (hazard ratio, HR: 1,83; 95% IC: 1,26-2,68) ou com diabetes (HR:1,45; IC 95%: 1,07-1,97). ­Casos com depressão maior apresentaram pior sobrevida de 1 ano (HR: 4,60; IC 95%: 1,36-15,55). CONCLUSÃO: Em longo prazo, dados do EMMA fornecerão informações adicionais para planejamento de recursos destinados ao sistema de saúde público. (AU)

Processo FAPESP: 11/17568-4 - Vigilância epidemiológica da doença cerebrovascular: perfil de risco associado à letalidade precoce e a longo prazo no estudo de mortalidade e morbidade do acidente vascular cerebral (Estudo EMMA), São Paulo-Brasil
Beneficiário:Alessandra Carvalho Goulart
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo FAPESP: 11/22872-4 - Tratamento do transtorno depressivo maior pós acidente vascular cerebral com estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC): ensaio clínico, randomizado, duplo-cego
Beneficiário:Alessandra Carvalho Goulart
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo FAPESP: 10/20562-5 - Validação da versão em português da entrevista telefônica para avaliação do estado cognitivo (telephone interview cognitive status) em pacientes acometidos por acidente vascular cerebral
Beneficiário:Alessandra Carvalho Goulart
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo FAPESP: 15/17321-0 - Valor preditivo de biomarcadores e neuroimagem cerebral na evolução da depressão e prejuízo cognitivo pós-acidente vascular cerebral a longo prazo no estudo emma
Beneficiário:Alessandra Carvalho Goulart
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular