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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Batuques negros, ouvidos brancos: colonialismo e homogeneização de práticas socioculturais do sul de Moçambique (1890-1940)

Texto completo
Autor(es):
Matheus Serva Pereira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Revista Brasileira de História; v. 39, n. 80, p. 155-177, Abr. 2019.
Resumo

RESUMO No artigo analiso como as práticas designadas genericamente como batuques passaram por um processo de homogeneização e de escrutinização por parte de diferentes agentes da ação colonial portuguesa. Por um lado, insistiu-se em unificar danças e músicas na categoria genérica de batuque; por outro, a necessidade de compreender os povos dominados acabou por produzir respostas coloniais que transitaram entre um destrinchar desse termo em busca de uma apuração mais fidedigna daquilo que se presenciava e uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Ao mesmo tempo, promoveu-se uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Esse processo foi concebido pelos agentes coloniais portugueses como forma de apropriação dessas danças, canções e músicas feitas pelos nativos do sul de Moçambique para positivação de um discurso nacionalista português. (AU)

Processo FAPESP: 18/05617-0 - Nas trilhas de Fany Mpfumo e da Marrabenta: cotidiano, música e nacionalismos nos subúrbios da capital moçambicana (1950-1980)
Beneficiário:Matheus Serva Pereira
Linha de fomento: Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado