Busca avançada
Ano de início
Entree
(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Volume do stent à ultra-sonografia intracoronária como preditor de reestenose angiográfica: estudo em pacientes com alto risco de reestenose

Texto completo
Autor(es):
Moysés de Oliveira Lima-Filho ; Geraldo Luiz de Figueiredo ; Cleide Marques Antloga ; Silvio Sergio Pontes Câmara ; Maria Cristina Foss-Freitas ; Milton Cesar Foss ; José Antonio Marin-Neto
Número total de Autores: 7
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Rev. Bras. Cardiol. Invasiva; v. 15, n. 2, p. 125-133, 2007.
Resumo

INTRODUÇÃO: Em populações não selecionadas, obstruções em vasos de fino calibre são mais susceptíveis à reestenose após intervenção coronária percutânea (ICP). Por isso, entre as características angiográficas preditoras do fenômeno, o diâmetro luminal de referência (D.L.R.) é particularmente relevante. Tais resultados são corroborados por ultra-sonografia intracoronária (USIC), evidenciando a influência das dimensões vasculares sobre a resposta clínica no processo da reestenose, independente da presença de outros preditores, nessas populações não selecionadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar os preditores angiográficos e ultra-sonográficos intracoronários de reestenose, em pacientes em que o alto risco de reestenose foi especialmente caracterizado por busca ativa de diabete melito (DM) e de disglicidemia. MÉTODO: Setenta pacientes portadores de 77 lesões obstrutivas ateroscleróticas coronarianas foram submetidos a ICP com stent, com sucesso. Realizou-se controle angiográfico e com USIC do resultado do implante, imediatamente após o término do procedimento e 6 meses após. Procedeu-se à busca ativa de alterações do metabolismo da glicose mediante a realização de GTTo, em todos os casos sem diagnóstico prévio de DM. RESULTADOS: Foram identificados 23 (32,86%) indivíduos com DM e 16 (22,85%) com intolerância à glicose. Pela análise bivariada, os parâmetros considerados preditores de reestenose angiográfica pelo critério binário foram: D.L.R. &gt; 2,82 mensurado na condição controle 6 meses após ICP - RR=0,60 (0,15-0,81) IC 95% (p=0,014), volume de stent < 119,8 mm³ ao USIC - RR=0,74 (0,38- 0,89) IC 95% (p=0,0005) e área de stent < 8,91 mm² ao USIC - RR=0,66 (0,24-0,85) IC 95% (p=0,006). A análise multivariada evidenciou que o único parâmetro preditor de reestenose foi volume de stent < 119,8 mm³ (p=0,01). CONCLUSÃO: Com base nestes resultados, conclui-se que, em população de pacientes com alto risco para desenvolvimento de reestenose, o calibre do vaso esteve relacionado de forma inversa à taxa de reestenose, sendo o volume de stent pelo USIC < 119,8 mm³ considerado preditor independente de reestenose. (AU)

Processo FAPESP: 99/07143-2 - Avaliação pelo ultrassom intravascular e pela análise angiográfica quantitativa da hiperproliferação miointimal após angioplastia coronária com endopróteses ("STENTS") em pacientes disglicêmicos e normoglicêmicos
Beneficiário:José Antonio Marin-Neto
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular