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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Morfo-anatomia do sistema subterrâneo de Calea verticillata (Klatt) Pruski e Isostigma megapotamicum (Spreng.) Sherff - Asteraceae

Texto completo
Autor(es):
Vilhalva, Divina A. A. [1] ; Appezzato-da-Glória, Beatriz
Número total de Autores: 2
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia - Brasil
Número total de Afiliações: 2
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: BRAZILIAN JOURNAL OF BOTANY; v. 29, n. 1, p. 39-47, jan.-mar. 2006.
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Botânica
Assunto(s):Grupos de plantas   Asteraceae   Cerrado
Resumo

Várias espécies herbáceas do cerrado apresentam sistema subterrâneo espessado, esses podem ser de natureza radicular, caulinar ou mista. Esses sistemas muitas vezes possuem potencial gemífero, promovendo o rebrotamento de ramos aéreos após um período desfavorável do ambiente, como uma seca prolongada ou uma queimada. A verificação da natureza dos sistemas subterrâneos é de extrema importância para utilização correta da terminologia dos mesmos. O objetivo desse trabalho foi fornecer informações sobre a morfo-anatomia dos sistemas subterrâneos de Calea verticillata e Isostigma megapotamicum, com ênfase na formação de gemas caulinares. Os sistemas subterrâneos foram coletados em áreas do cerrado do Estado de São Paulo. As espécies apresentam sistema subterrâneo bastante complexo, com estrutura anatômica mista, lignificada, auto-enxertias de ramos e raízes e elevada capacidade gemífera, ambas espécies são providas de xilopódios e as gemas têm origem cambial. Foi verificada a presença de canais secretores em C. verticillata e em I. megapotamicum, originados a partir de células derivadas do câmbio vascular. O teste microquímico realizado com Sudan black B confirmou a natureza lipídica da secreção. Em I. megapotamicum foi verificada a presença de cristais de inulina sob luz polarizada. Os sistemas subterrâneos aumentam as chances de sobrevivência das duas espécies estudadas às condições adversas do cerrado, pois apresentam alto potencial gemífero, promovendo o rebrotamento de ramos aéreos durante a estação favorável. (AU)

Processo FAPESP: 01/12138-0 - Morfo-anatomia de sistemas subterrâneos de três espécies de Asteraceae do Cerrado do Estado de São Paulo
Beneficiário:Divina Aparecida Anunciação Vilhalva
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo FAPESP: 00/12469-3 - Estudos morfológicos, anatômicos, histoquímicos e ultra-estruturais em plantas do Cerrado (Senso lato) do estado de São Paulo
Beneficiário:Silvia Rodrigues Machado
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Temático