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(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Os répteis do município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual

Texto completo
Autor(es):
Marques, Otavio Augusto Vuolo [1] ; Pereira, Donizete Neves [2] ; Barbo, Fausto Erritto [3] ; Germano, Valdir José ; Sawaya, Ricardo Jannini [5]
Número total de Autores: 5
Afiliação do(s) autor(es):
[1] São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Instituto Butantan - Brasil
[2] Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Brasil
[3] Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Brasil
[5] São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Instituto Butantan - Brasil
Número total de Afiliações: 5
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Biota Neotropica; v. 9, n. 2, p. 139-150, 2009.
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Ecologia
Assunto(s):Fauna   Répteis   Florestas   São Paulo
Resumo

O Município de São Paulo é uma área bem amostrada em relação à fauna de répteis devido à coleta intensiva feita pela população local nos últimos 100 anos. Neste trabalho consultamos registros e examinamos exemplares de coleções científicas para elaborar uma lista das espécies da região. A fauna de répteis também foi caracterizada em relação a três parâmetros ecológicos: uso do ambiente, uso de substrato e hábitos alimentares. Registramos um total de 97 espécies de répteis (dois quelônios, um crocodiliano, 19 lagartos, sete anfisbenídeos e 68 serpentes). Aproximadamente 70% da fauna de lagartos e 40% das serpentes é composta por espécies típicas de ambientes florestais e ocorrem na Serra do Mar. Outros squamata são característicos de formações abertas e são encontrados, sobretudo nas formações abertas de Cerrado do interior paulista. Todas tartarugas e o crodiliano estão associados a corpos da água. Aproximadamente 63% dos lagartos são predominantemente terrícolas e os demais são arborícolas. A maior parte das espécies de serpentes é terrícola (38%) ou subterrânea/criptozóica (25%), menor parte é arborícola (18%) ou aquática (9%). Artrópodes são o item predominante na dieta de lagartos. Quase 50% das espécies de serpentes alimentam-se exclusivamente ou predominantemente de anfíbios anuros. Outros itens alimentares importantes são mamíferos (24%), lagartos (18%), vertebrados subterrâneos (10%) e invertebrados (minhocas, moluscos e artrópodes; 15%). Um total de 51 espécies não tem sido registrado ao longo dos últimos seis anos no município. Provavelmente muitas dessas espécies já estão extintas na região em função da intensa urbanização e perda de hábitats. O levantamento de espécies coletadas no Município de São Paulo e recebidas pelo Instituto Butantan em anos recentes permitiu identificar pelo menos 42 espécies de serpentes e 10 lagartos que ainda ocorrem na região... (AU)

Processo FAPESP: 08/54472-2 - Diversidade, distribuição e conservação da herpetofauna do estado de São Paulo
Beneficiário:Ricardo Jannini Sawaya
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo FAPESP: 08/50068-2 - Biogeografia histórica das serpentes na Floresta Pluvial Atlântica costeira do Brasil
Beneficiário:Fausto Erritto Barbo
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo FAPESP: 06/51879-9 - Uso de recursos e biologia reprodutiva da jararaca-ilhoa, Bothrops insularis (serpentes, Viperidae)
Beneficiário:Otavio Augusto Vuolo Marques
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular