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Música, substrato e substância: ontologia musical e quebra do paradigma cartesiano

Texto completo
Autor(es):
Victor de Moura Lacerda
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo. 2014-06-11.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Instituto de Artes. São Paulo
Data de defesa:
Orientador: Lia Vera Tomás
Resumo

Merleau-Ponty em O Visível e o Invisível apontou que, nas ciências clássicas, a interpretação e o estudo da realidade física mais recente venham sendo confrontados em seus pressupostos ontológicos de cunho cartesiano. Neste sentido, hoje assume-se como possível parte essencial, intrínseca e inalienável da constituição ontológica da realidade, a relação mutuamente tecida entre observado e observador, e isto conflita com o conceito cartesiano de dicotomia absoluta entre objeto e sujeito. Se nossa hipótese se demonstrar correta, é provável que verifiquemos o mesmo problema com relação à ontologia da música, visto a prolífica e controversa variedade de interpretações dadas ao fazer e fruir musical a partir do séc. XX. Em face dessas considerações, nossa hipótese é a de que talvez seja também necessário considerar, como intrínseco e inalienável à ontologia da música, as relações mutuamente tecidas entre observado (música) e observador (escuta) (AU)