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Crenças de eficácia de gestores escolares e de docentes no ensino médio paulista

Texto completo
Autor(es):
Daniela Couto Guerreiro Casanova
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Educação
Data de defesa:
Membros da banca:
José Aloyseo Bzuneck; Roberto Tadeu Iaochite; Selma de Cássia Martinelli; Soely Aparecida Jorge Polydoro
Orientador: Roberta Gurgel Azzi
Resumo

As crenças de eficácia pessoal e coletiva de gestores escolares e docentes têm sido associadas ao êxito escolar. Tais crenças, fundamentadas pela Teoria Social Cognitiva, referem-se ao julgamento das pessoas sobre as próprias capacidades ou sobre as capacidades coletivas do grupo ao qual pertencem. No contexto escolar, dentre outros domínios, pesquisas têm investigado as crenças de autoeficácia de gestores escolares, de autoeficácia docente e de eficácia coletiva escolar. Constataram que essas crenças auxiliam gestores escolares e docentes a lidar com as adversidades sociais relacionadas ao contexto das escolas e a promover melhores condições instrucionais, as quais podem contribuir para o desempenho dos estudantes. Esta pesquisa parte da hipótese de que as crenças de eficácia pessoal e coletiva de gestores escolares e docentes contribuem para explicar o IDESP do ensino médio de escolas da rede pública estadual de São Paulo. Como objetivo geral, esta pesquisa dedicou-se a identificar e analisar as relações explicativas entre as crenças de autoeficácia de gestores escolares, as crenças de autoeficácia docente e as crenças de eficácia coletiva escolar com o IDESP das escolas pesquisadas, considerando-se as contribuições de variáveis pessoais, de variáveis relativas à atividade docente e de variáveis contextuais. A amostra foi composta por 21 gestores escolares e por 180 professores do ensino médio oriundos de 11 escolas da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, localizadas em São Bernardo do Campo e em São Caetano do Sul. Os dados coletados durante as reuniões pedagógicas foram obtidos por meio do Questionário de Caracterização do Participante, do Questionário de Caracterização da Escola, do Questionário do Gestor, da Escala de Crenças Docentes e da Escala de Eficácia Coletiva Escolar. O Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo - IDESP - e o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social - IPVS - relativos às escolas participantes foram utilizados. Os dados foram analisados por estatística descritiva, comparativa e por análise de regressão linear univariada e multivariada, por meio do programa computacional SAS, versão 9.2. Os resultados principais verificados foram: (1) a formação contribui para explicar a autoeficácia docente e a eficácia coletiva escolar; (2) a autoeficácia docente e a infraestrutura podem ser variáveis explicativas do IDESP quando consideradas isoladamente; (3) a autoeficácia de gestores escolares, a eficácia coletiva escolar e o IPVS constituem-se como variáveis explicativas do IDESP conjuntamente. As crenças de autoeficácia dos gestores escolares e de eficácia coletiva escolar mostraram contribuições positivas e maiores do que a contribuição negativa do IPVS. Tais resultados evidenciam que: as crenças de eficácia fortalecidas podem minimizar o efeito da vulnerabilidade social e da infraestrutura inadequada no índice obtido no IDESP; o conteúdo e a estrutura da formação requerem o desenvolvimento de crenças de capacidade aliadas às habilidades necessárias para a atividade docente. Esses e os demais resultados são discutidos de modo articulado ao contexto escolar, buscando possibilitar conhecimentos que possam contribuir para repensar os aspectos envolvidos nas práticas escolares. (AU)