| Processo: | 16/25359-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Ita Pfeferman Heilberg |
| Beneficiário: | Ita Pfeferman Heilberg |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Rosa Maria Rodrigues Pereira |
| Assunto(s): | Nefrologia Hipercalciúria Litíase Vitamina D Densidade óssea Tomografia computadorizada |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Densidade mineral óssea | Hipercalciúria | HR-pQCT | Litíase | Microarquitetura ossea | vitamina D | Nefrologia |
Resumo
A Hipercalciúria Idiopática (HI) é a anormalidade metabólica mais comumente encontrada em pacientes com nefrolitíase, presente em até 40% dos casos, contrastando com menos de 10% na população geral. Uma associação inversa entre excreção de cálcio urinário e Densidade Mineral Óssea (DMO) já foi observada tanto em indivíduos normais quanto em litiásicos. Diversos estudos encontraram diminuição da DMO em osso trabecular e cortical de pacientes hipercalciúricos. A Densitometria Óssea é considerada o melhor método para triagem de indivíduos com risco de desenvolver osteoporose, sendo o exame não-invasivo mais preciso na avaliação de risco de fratura, na população geral. No entanto, a densitometria óssea apresenta limitações quanto à análise da microarquitetura óssea, pois seu método de projeção do osso sobre a área, não possibilita o estudo tridimensional do mesmo, o que a torna um método insatisfatório na predição de fraturas de algumas populações. Atualmente, a histomorfometria após Biópsia Óssea é considerada como método padrão ouro para análise óssea, fornecendo informações sobre microarquitetura, volume, turnover e mineralização ósseas. Embora poucas análises envolvendo histomorfometria óssea tenham sido realizadas em pacientes com HI, já foi demonstrado por estudos anteriores em nosso Serviço que pacientes litiásicos hipercalciúricos apresentam alterações no remodelamento ósseo, caracterizadas por aumento da reabsorção óssea, baixa formação óssea e defeito de mineralização.Em 30 pacientes hipercalciúricos avaliados anteriormente por nosso grupo através de histomorfometria, 21 deles apresentavam reabsorção óssea elevada e em somente 9, a reabsorção óssea era normal. Os mecanismos responsáveis por tais alterações ainda não foram totalmente esclarecidos. Em um estudo anterior envolvendo análise imunohistoquímica conduzido em nosso Serviço (Processo FAPESP 2003/09271-5) em amostras de osso descalcificado obtidos a partir de biópsias ósseas, foi evidenciado que o ligante do receptor ativador do Fator Nuclear Kappa-Beta (RANKL) é um dos mediadores do aumento da reabsorção óssea observada nos pacientes hipercalciúricos. Em estudo posterior (Processo FAPESP 2008/515-0) evidenciamos o envolvimento do receptor de vitamina D (VDR), da esclerostina e da 1,25-di-hidroxivitamina D, no aumento da reabsorção óssea na HI. Novas tecnologias tridimensionais não invasivas tem sido desenvolvidas para avaliação da microarquitetura óssea, como a Tomografia Computadorizada Quantitativa Periférica de alta resolução (HR-pQCT), exame que avalia a microarquitetura óssea, fornecendo informações comparáveis aos dados obtidos por biópsia óssea, porém com a vantagem de ser exame não invasivo. Além disso, a aplicação do software do Elemento Finito a partir dos dados obtidos pela HR-pQCT possibilita a simulação de aplicação de sobrecarga sobre o osso, podendo ser estimado dados sobre força, desgaste e elasticidade ósseas, parâmetros antes impossíveis de serem adquiridos in vivo. A análise da microarquitetura óssea destes pacientes através de HR-pQCT, juntamente com a avaliação dos parâmetros bioquímicos e hormonais relacionados ao metabolismo ósseo, pode trazer informações importantes, que possibilitariam uma melhor compreensão do seu processo fisiopatológico, podendo influenciar nas medidas terapêuticas que venham a melhorar a qualidade do osso destes pacientes, reduzindo a magnitude do comprometimento ósseo nesta população. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |