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Ecologia, evolução e o papel dos voláteis florais na interação de besouros com orquídeas nativas e cultivadas

Processo:25/01780-7
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Jovens Pesquisadores
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2031
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Pereira Nunes
Beneficiário:Carlos Eduardo Pereira Nunes
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Campinas
Pesquisadores associados:Bruno Augusto Souza de Medeiros ; Emerson Ricardo Pansarin ; José Maurício Simões Bento ; Martin Francisco Pareja ; Silvia Ribeiro de Souza
Assunto(s):Comportamento animal  Ecologia química  Evolução  Interação planta-inseto  Manejo integrado de pragas  Polinização 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Comportamento animal | Ecologia Química | Evolução | Interação Inseto-Planta | Manejo integrado de pragas | Polinização | Ecologia de interações e ecologia aplicada

Resumo

Interações planta-inseto variam em um contínuo que vai do mutualismo para o antagonismo e vice-versa. Nestas interações, insetos usam compostos voláteis do ar para encontrar as plantas onde se alimentam e se reproduzem. Assim, o conhecimento sobre os compostos voláteis que mediam estas interações é a chave tanto para entender a ecologia e evolução bem como para controlar pragas de cultivos, por exemplo, através de armadilhas químicas. Recentemente, foi descrito um sistema no qual besouros do gênero Montella usam compostos voláteis florais para encontrar suas plantas hospedeiras. Algumas espécies destes besouros apenas se alimentam das flores e ovários em desenvolvimento. Outras podem polinizar flores, aumentando a produção de frutos. Assim, as interações entre esses gorgulhos e as plantas hospedeiras variam em um contínuo mutualismo-antagonismo. Além disso, besouros Montella foram reportados como pragas de cultivos de flores comerciais e do cultivo de vagens de baunilha no Brasil. Entretanto, as interações ecológicas bem como a filogenia deste gênero de besouros são pouco conhecidas. Aqui, buscamos elucidar a ecologia das interações entre Montella e orquídeas nativas para avançar o conhecimento básico sobre sua ecologia, diversidade e evolução. Também investigaremos a ecologia química da interação entre Montella e baunilhas cultivadas para avançar com o conhecimento que possa ser diretamente aplicado no controle desses insetos nos cultivos sem o uso de pesticidas. Ao fim, geraremos conhecimentos para aplicar no manejo de um grupo de insetos que são um problema para o cultivo de baunilha no Brasil. Não obstante, geraremos conhecimentos fundamentais para o entendimento da ecologia e evolução do contínuo antagonismo-mutualismo. (AU)

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