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Neurotização muscular direta com um, dois, três e quatro enxertos de nervo e neurorrafia término-lateral: estudo no rato

Processo: 12/20411-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2013 - 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Fausto Viterbo de Oliveira Neto
Beneficiário:Fausto Viterbo de Oliveira Neto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados: Fábio José Reis ; Geruza Rezende Paiva ; Ryane Schmidt Brock
Assunto(s):Cirurgia plástica  Microcirurgia  Transferência de nervo 

Resumo

Nervos periféricos injuriados levam à perda parcial ou total da função sensorial e\ou motora, determinando aos indivíduos prejuízos emocionais, sociais e profissionais. Apesar de existirem diversos métodos microcirúrgicos para a reparação destas áreas desnervadas, apenas uma recuperação parcial pode ser obtida. A maioria dos casos de lesões com perda da continuidade do axônio, requer intervenção cirúrgica com neurorrafia término terminal (NTT), ou seja, união do coto proximal com o coto distal. Em muitas situações não está disponível o coto proximal, sendo que uma opção nesses casos seria a neurorrafia látero terminal sem lesão do nervo doador, alternativa introduzida por Viterbo et al. (1992). Existem situações em que o coto distal também não está disponível. Uma solução para esses casos é conhecida como neurotização muscular direta, ou seja, um nervo doador introduzido dentro de um músculo desnervado. A associação destas técnicas (NTL e NMD) foi estudada por Reis et al. (2010). Com um e dois enxertos de nervos suturados lateralmente ao nervo doador e introduzidos em um músculo desnervado, em trabalho experimental em ratos. O objetivo desse trabalho atual é estudar neurotização com enxertos de nervo suturados lateralmente a outro nervo, aumentando o número desses enxertos e avaliando os resultados. Estudaremos neurotizações com um, dois, três e quatro enxertos de nervo. Utilizaremos ratos cujos nervos fibulares serão seccionados, seus cotos, invertidos/suturados e sepultados na musculatura subjacente de forma a produzir a desnervação do músculo tibial cranial. Enxertos de nervo sural de ambos os lados serão suturados na face lateral do nervo tibial e a outra extremidade será introduzida no músculo tibial cranial através de NMD. No que tange à metodologia, serão ultilizados 100 ratos divididos em 6 grupos: GN - Controle de normalidade (não sofrerá nenhum procedimento exceto a retirada dos dois nervos surais); GD - Controle de desnervação (sofrerá apenas secção do nervo fibular e sepultamento dos cotos); G1 - um enxerto de nervo; G2 - dois enxertos de nervo; G3 - três enxertos de nervo; G4 - quatro enxertos de nervo. Após 6 meses os animais serão avaliados quanto a massa, estudo funcional da marcha, estudo eletrofisiológico e sacrificados. Será retirado o músculo tibial cranial que terá sua massa aferida e também submetido a histologia e histomorfometria. Da mesma forma o segmento dos nervos envolvidos, ou seja, tibial fibular e enxertos de nervo serão submetidos a morfologia e morfometria. Os resultados serão submetidos à ANOVA e, se detectada diferença estatística, ao teste de Tukey. (AU)