Resumo
Epidemias de dengue, chickungunya e zika, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, têm sido confirmadas em diversos Estados Brasileiros. Devido à ausência de vacina capaz de evitar todas as variações destas doenças, o combate ao vetor é o único método disponível. A aplicação de produtos químicos é uma importante estratégia para a interrupção da transmissão. No entanto o uso contínuo de algumas moléculas pertencentes a mesmos grupos químicos pode acarretar na seleção de populações resistentes do mosquito, inviabilizando seu controle. O fenômeno da resistência já foi relatado para todas as classes de inseticidas, afetando a ressurgência das doenças transmitidas por vetores. No Brasil diversos estudos reportaram a resistência de A. aegypti à inseticidas em diferentes regiões, tais como: Distrito Federal, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Identificar de maneira rápida e assertiva as regiões onde a ineficiência de produtos químicos não tem funcionado devido à resistência é fundamental para o controle deste vetor. O desenvolvimento de programas pró-ativos para o manejo da resistência através do uso de kits para bioensaios toxicológicos específicos, certamente contribuirão como ferramenta muito útil para essa finalidade. A Promip é empresa de biotecnologia que trabalha há 10 anos na produção e comercialização de agentes biológicos e serviços de pesquisas voltados à detecção e monitoramento da resistência de pragas agrícolas a táticas de controle. Desta forma, a empresa pretende adaptar a expertise e know-how desenvolvidos na área agrícola, para contribuir com o manejo do mosquito A. aegypti em diferentes regiões. Para isso, a presente proposta tem como objetivos: 1.) Caracterização da suscetibilidade de larvas e adultos de uma população suscetível de referência de Aedes aegypti aos inseticidas novaluron, piriproxifen, temefós, deltametrina, Bacillus thuringienis var. israelensis (Bti) e outros que possam ser utilizados; 2.) Desenvolvimento de kits de utilização prática e rápida, para monitorar a suscetibilidade de populações de Aedes aegypti coletadas durante o ano de (16/17), aos inseticidas novaluron, piriproxifen, temefos, deltametrina e Bti; 3.) Estabelecimento de estratégias de manejo e a tomada de decisão rápida pelos técnicos das diversas regiões brasileiras, por meio de sistema informatizado. Para isso a Promip contará com o apoio do Ministério da Saúde que atuará juntamente ao projeto colaborando na identificação dos locais de coletas com a expectativa de ao término do projeto utilizar os kits em regiões epidêmicas. A expectativa é que a empresa inaugure um laboratório de manejo da resistência de vetores com enfoque principal no controle de A. aegypti, dando suporte no controle de populações com serviços inovadores, o que contribuirá proporcionalmente com o crescimento da empresa também nesta área. O uso de um sistema informatizado para gestão de informações de áreas com a presença de populações resistentes do mosquito também será uma importante inovação obtida a partir da execução desta proposta. (AU)
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