| Processo: | 12/16754-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Tereza Cristina Cardoso da Silva |
| Beneficiário: | Talita Fontes Antello |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Virologia Cultura de células Viroses Bovinos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bovino | Cultivo celular | fatores celulares | infecção viral | Virologia |
Resumo O Herpesvírus bovino tipo 5 (BoHV-5), da família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae, pertence ao gênero Varicellovirus. Este vírus é capaz de replicar-se em diferentes tecidos como o tecido nervoso, glandular, linfóide e em órgãos parenquimatosos e pode permanecer em estado de latência, alojando- se nos gânglios nervosos, reativado em situações estressantes. Inicialmente considerado subtipo do BoVH-1, o herpesvírus bovino tipo 5 (BoHV-5) é o agente causal da meningoencefalite não supurativa de curso geralmente fatal, que acomete principalmente bovinos jovens. Esta doença possui alta incidência em países sul americano; no Brasil casos clínicos de encefalites por BoHV-5 foram a segunda maior causa de encefalites com etiologia determinada. O diagnóstico laboratorial direto, pela detecção do agente etiológico, envolve o isolamento viral em cultivo celular e a microscopia eletrônica. O isolamento viral pode ser realizado em células MDBK (Madin Darby bovine kidney), cultivos primários de células de testículo de terneiro (TT), de pulmão de feto bovino e de células turbinadas de bovino (BT). A morte celular programada (MCP) é um processo que ocorre nos organismos multicelulares para o descarte de células e possui papel importante na resposta inflamatória e durante a infecção viral. A apoptose, um tipo de MCP característico, denomina eventos como a redução do volume celular, o condensamento da cromatina, com a desintegração do núcleo e presença de vesículas chamadas ''corpos apoptoticos''. A ativação da apoptose pode ser iniciada de duas maneiras; pela via extrínseca (citoplasmática), por receptores de superfície celular, que através de ligantes específicos como Fas, CD95 ou Apo-1 e TNF± (receptor fator de necrose tumoral). Esse estímulo leva ao recrutamento e ativação proteolítica da pró caspase 8, ativando a caspase 3, 6 e 7 que culmina na apoptose. Outra via seria a via intrínseca (mitocondrial), que envolve a ativação de um membro pró-apoptótico da família Bcl-2, como Bax e Bak. Em resposta ao estímulo apoptótico, são ativadas e aumentam a permeabilidade da membrana mitocondrial externa, levando a liberação do Citocromo C no citosol; este se associa ao Apaf-1 e pró-caspase 9, onde caspases subsequentes são ativadas, culminando em apoptose.Além de seu papel fundamental no controle da apoptose durante a infecção, outras funções já foram atribuídas à mitocôndria, principalmente relacionada a sinalização para resposta imune inata durante a infecção viral. Em estudos anteriores, indícios de sua participação também na resposta imune inata, mais precisamente na sinalização de receptores de reconhecimento padrão (RRP), foram demonstrados. A mitocôndria também participa de forma crucial na infecção viral no que diz respeito à produção de energia e seu metabolismo oxidativo. Alterações nos níveis de oxigênio são detectadas pela mitocôndria e comunicados a célula através da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). Com relação à infecção por BoHV-5, em estudo com cultivo de células mesenquimais derivadas da geléia de Whatorn de cordão umbilical bovino, a infecção por este vírus levou a uma regulação da cadeia respiratória mitocondrial, mantendo esta em nível basal mesmo após a adição de estímulos, como substrato respiratório. Recentemente, demonstraram que a infecção experimental de oócitos, espermatozóides e embriões com BoHV-5 não interfere na qualidade embrionária ou desenvolvimento in vitro. Assim, é possível inferir que o BoHV-5 possui mecanismos desconhecidos para inibir a morte celular e evitar o sistema imunológico do hospedeiro. | |
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