| Processo: | 16/19611-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Emmanuel de Almeida Burdmann |
| Beneficiário: | Letícia Batista Gomes Ferreira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/19286-4 - Indivíduos com alto risco para desenvolvimento de injúria renal aguda em contextos clínicos relevantes: estudo prospectivo sobre aspectos epidemiológicos, diagnósticos e prognósticos, AP.TEM |
| Assunto(s): | Epidemiologia Nefrologia Lesão renal aguda Função renal Desidratação Biomarcadores Prognóstico Diagnóstico precoce |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biomarcadores | cisplatina | Desidratação | Epidemiologia | Injúria renal aguda | trauma | Nefrologia |
Resumo Injúria renal aguda (IRA) é síndrome de prevalência e incidências crescentes, acarretando altas mortalidades hospitalar e tardia, prolongamento da internação, elevação do custo de tratamento e desenvolvimento de doença renal crônica (DRC). Considera-se que este fenômeno ocorra em nível mundial, embora dados epidemiológicos de países em desenvolvimento sejam relativamente escassos. De fato, a epidemiologia da IRA assume particularidades bimodais em países em desenvolvimento. Em grandes centros urbanos, os pacientes com IRA têm características semelhantes ao dos países desenvolvidos: pacientes graves, idosos, infectados e com múltiplas insuficiências orgânicas, usualmente internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Em contraste, em áreas rurais e pequenos centros populacionais, a IRA acomete pacientes jovens, previamente saudáveis e sua etiologia está associada à desidratação, doenças infecciosas, acidentes por animais peçonhentos ou medicamentos naturais. Recentemente, três novas definições de IRA foram propostas (RIFLE, AKIN e KDIGO), todas fundamentadas em pequenos aumentos abruptos da creatinina sérica ou diminuição do volume urinário. No entanto, a elevação da creatinina frequentemente ocorre tardiamente em relação ao momento da lesão renal, prejudicando a instalação de manobras preventivas. Assim, tem-se procurado intensamente biomarcadores capazes de detecção precoce e sensível de lesão renal, de forma semelhante ao que ocorre com a troponina cardíaca. Visa-se também caracterizar se estes biomarcadores estão associados ao prognóstico destes pacientes. A detecção precoce de lesão renal e mensuração correta da função renal é particularmente importante em pacientes e/ou situações de alto risco de IRA. Este conjunto de projetos de pesquisa visa suprir lacunas importantes no conhecimento da IRA em pacientes de alto risco (UTI, Emergência Clínica, trauma, câncer, grandes cirurgias não cardíacas, uso de cisplatina, e desidratação associada a trabalho exaustivo). Eles incluem a comparação dos três novos critérios diagnósticos utilizados prospectivamente, análise da eficácia dos biomarcadores de lesão renal para detecção precoce de IRA e seu papel no prognóstico destes pacientes, estudo dos mecanismos de alteração da função renal em condições de desidratação associada a trabalho exaustivo e análise das fórmulas para determinar a função renal de pacientes com câncer. Será possível identificar a incidência e/ou prevalência de IRA entre populações socioeconomicamente vulneráveis na nossa realidade, incluindo pacientes graves da região norte e cortadores de cana. Os resultados obtidos constituirão importantes ferramentas para planejamento de alocação de recursos e desenvolvimento de campanhas preventivas de IRA em nosso meio e constituirão a maior amostra de IRA obtida prospectivamente no Brasil. | |
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