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Bioplasticos flexiveis e biodegradaveis a base de amido e gelatina

Autor(es):
Farayde Matta Fakhouri
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Engenharia de Alimentos
Data de defesa:
Membros da banca:
Theo Guente Kieckbush; Leila Peres; Fabio Yamashita; Patricia Sayuri Tanada-Palmu
Orientador: Fernanda Paula Collares Queiroz
Resumo

O objetivo deste trabalho foi desenvolver um bioplástico flexível, biodegradável e comestível, à base de polímeros naturais de fontes renováveis (amido e gelatina) por processo de extrusão termoplástica seguido de sopro. Inicialmente, foi realizada a caracterização física e funcional de biofilmes à base de amido e gelatina elaborados pela técnica de solução (casting), visando a escolha das melhores formulações para serem utilizadas na produção destes bioplásticos por processo de extrusão e sopro. As soluções filmogênicas de amido de mandioca (nativo e modificado) e milho (nativo, ceroso, ceroso modificado e lipofílico) foram preparadas nas concentrações de 3 e 5% e a de gelatina, na concentração de 10%. Os biofilmes compostos de gelatina e amido (de mandioca ou de milho) foram elaborados nas proporções 4:1, 1:1 e 1:4, plastificadas com sorbitol ou glicerol, sendo 5% para as soluções de gelatina e 10% para as soluções de amido. Todos os biofilmes formados foram visualmente transparentes. A adição de gelatina provocou um aumento na espessura, na permeabilidade ao vapor de água (PVA) e na resistência à tração (RT), provocando também uma diminuição na opacidade dos mesmos. Posteriormente, diferentes ácidos graxos (palmítico, mirístico, cáprico, capróico e caprílico), nas concentrações de 5, 15, 25 e 50%, foram adicionados à mistura de amido lipofílico e gelatina. Esta adição causou, em geral, um aumento da opacidade, da espessura e da elongação, no entanto, ocorreu uma diminuição na RT e da PVA dos biofilmes formados. A melhor formulação de amido lipofílico, gelatina e plastificante (glicerol, sorbitol e ácido mirístico) foi utilizada para a produção de filmes por diferentes técnicas (prensados, prensados e soprados e extrudados). Bioplásticos prensados apresentaram menores valores de RT e maiores valores de solubilidade em água. Os filmes extrudados, obtidos nas mesmas concentrações de amido, gelatina e plastificante, apresentaram-se semi-rígidos, característica não desejável para o objetivo em questão. Com base nestes resultados, foram alteradas as concentrações dos componentes da mistura para permitir a obtenção de bioplásticos com propriedades adequadas pelo processo de extrusão termoplástica. Estes bioplásticos foram caracterizados quanto às propriedades físicas, fisico-químicas, morfológicas, mecânicas, de barreira e térmicas. Os bioplásticos elaborados foram flexíveis, apresentaram expansão durante o sopro e foram visualmente homogêneos, porém, os elaborados com sorbitol apresentaram-se quebradiços após o condicionamento. A adição de gelatina causou uma diminuição no valor de PVA, mas não influenciou a solubilidade em água nem a opacidade dos bioplásticos. A adição de lipídios ocasionou uma diminuição na RT dos bioplásticos, tanto no sentido transversal como no longitudinal em relação ao sentido de produção. Filmes compostos com 10 e 20% de gelatina, sem adição de ácido graxo apresentaram os menores valores de PVA e maiores valores de RT (AU)

Processo FAPESP: 04/03237-2 - Filmes flexíveis biodegradáveis a base de amido, gelatina, glúten e ácidos graxos obtidos por processo de extrusão termoplástica
Beneficiário:Farayde Matta Fakhouri
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado