| Processo: | 11/02734-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Tania Marcourakis |
| Beneficiário: | Tania Marcourakis |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Neurotoxicidade Transtornos relacionados ao uso de substâncias Transtornos relacionados ao uso de cocaína Degeneração neural Cocaína Cocaína crack Éster metilanidroecgonina |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cocaína | Crack | dependência | Metilecgonidina | neurotoxicidade | Neurotoxicologia |
Resumo
O consumo de cocaína na forma de crack vem aumentando nos últimos anos, superando as demais vias de administração. A obtenção quase imediata de efeitos e a maior facilidade de uso, que dispensa a necessidade de material injetável, contribuem para esse fato. No entanto, o usuário de crack sofre os efeitos não só da cocaína, mas também de seu produto de pirólise, a metilecgonidina (AEME). O potencial neurotóxico da cocaína já está bem estabelecido, entretanto, pouco se sabe a respeito dos efeitos da AEME tanto em relação à sua neurotoxicidade quanto à sua participação no processo de dependência. Estudos in vitro realizados pelo nosso grupo demonstraram que a AEME aparenta ser mais neurotóxica que a cocaína, já que concentrações mais baixas levaram à morte neuronal. Nesse mesmo estudo, foi evidenciado um efeito de associação entre a cocaína e AEME após 48 horas de exposição, indicando que o usuário de crack pode estar exposto a uma maior neurotoxicidade que o usuário de cocaína pelas demais vias de administração. Dando continuidade a este trabalho, o projeto de mestrado pretende investigar os mecanismos envolvidos na morte neuronal, ou seja, as vias que sinalizam para apoptose e necrose e o de doutorado investigar a contribuição da AEME na farmacodependência, visando elucidar se esta substância está envolvida, juntamente com a cocaína, no grande potencial devastador quando se utiliza o crack. (AU)
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