Resumo
Recentes avanços em processamento de imagens biomédicas têm propiciado um grande avanço no entendimento de alterações dos circuitos neurais e a repercussão destas mudanças em condições patológicas. Em particular, imagens obtidas por ressonância magnética funcional (RMF) tornaram possível a detecção, de forma não invasiva, de lesões em circuitos cerebrais envolvidos na gênese de crises epilépticas. Entretanto, embora haja um crescente acúmulo de informações acerca das alterações estruturais e funcionais em pacientes com epilepsia farmacorresistente submetidos a avaliação pré-cirúrgica para o tratamento de suas crises, pouco avançamos sobre as alterações funcionais que se seguem à remoção da área epileptogênica. Quais estruturas cerebrais tornam-se desconexas funcionalmente ou quais são os mecanismos funcionais compensatórios após a exérese da lesão epileptogênica? A partir destas alterações, é possível determinar estratégias cirúrgicas que possibilitem um melhor controle das crises? As respostas a estas perguntas são relevantes para o avanço do planejamento pré-cirúrgico e eventualmente para o auxílio no posicionamento adequado de neuro-estimuladores, no intuito de impedir a gênese ou propagação de crises epilépticas. No entanto, desafios técnicos se apresentam em face da distorção causada pela remoção cirúrgica do tecido cerebral. Neste projeto Jovem Pesquisador, propõe-se o uso de RMF na investigação da conectividade funcional em pacientes submetidos à cirurgia de epilepsia, particularmente das alterações que se seguem a retirada do tecido cerebral. Para tanto, esses desafios técnicos devem ser solucionados. Após o procedimento cirúrgico, a conectividade funcional deve ser cuidadosamente analisada tendo em vista a alteração anatômica das estruturas cerebrais e a possível variação das características hemodinâmicas. O proponente tem experiência na aplicação de métodos de conectividade funcional em RMF e conta com a colaboração de pesquisadores experientes na área de epilepsia, integrantes do Programa de Cooperação Interinstitucional de Apoio a Pesquisas sobre o Cérebro (CINAPCE). Resultados serão avaliados pela publicação de artigos em periódicos e pela criação de um grupo de pesquisa em imagens biomédicas no centro emergente localizado no campus da UNIFESP em São José dos Campos. (AU)
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