Resumo
Os efeitos deletérios promovidos pelo baixo peso ao nascer têm sido colocados em evidência devido às graves repercussões detectadas nas fases iniciais da vida, e também aos diversos estudos na literatura que demonstraram que, futuramente, essas crianças passam a desenvolver uma série de enfermidades, como a hipertensão arterial, cardiopatias, diabetes do tipo 2 e nefropatias graves. Recentemente, demonstramos que crianças com histórico de baixo peso ao nascimento apresentaram quadro clínico de hipertensão arterial associado à presença de disfunção endotelial. Além disso, diagnosticamos nessas crianças elevação dos níveis circulantes de ácido úrico e homocisteína, sendo que essas alterações foram acompanhadas por diminuição na concentração de NO. Estudos experimentais conduzidos por nosso grupo corroboram e estendem esses achados clínicos. Nesses estudos demonstramos que os ratos com baixo peso ao nascer, devido à imposição de restrição alimentar durante a gestação, apresentam na vida adulta disfunção endotelial caracterizada por diminuição da síntese do NO via alteração da atividade da enzima NOS e também por aumento da concentração e geração de ânion superóxido, pela modulação da atividade da SOD e da ativação da NADPH-oxidase pela angiotensina II. Além disso, constatamos que nesses animais o treinamento físico foi eficaz em normalizar a função vascular como resultado da melhora do estado redox. Frente à gravidade e ás consequências tardias do baixo peso ao nascer e sabendo-se da existência de alterações significantes na função endotelial, e de posse do conhecimento do papel benéfico das células progenitoras endoteliais sobre o processo de reparação vascular o objetivo do presente projeto será abordar dentro do contexto clinico e também experimental o envolvimento de possíveis alterações nos níveis dessas células progenitoras estabelecendo, assim, a interação benéfica com o peso ao nascer, os níveis pressóricos e o treinamento físico buscando, dessa forma, contribuir para melhor compreensão do papel do baixo peso ao nascer na fisiopatologia das doenças cardiovasculares. (AU)
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