Resumo
A estimativa global da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2011) é de que haja no mundo 39 milhões de cegos e 246 milhões de deficientes visuais em risco de se tornarem cegos. Dois terços destes indivíduos viveriam em países em desenvolvimento sendo que mais da metade dos casos de cegueira seriam evitáveis ou curáveis com a tecnologia atualmente disponível. As pessoas de 50 anos ou mais representam 65% dos cegos e 82% dos deficientes visuais. No Brasil, estima-se grosseiramente que existam cerca de 1,2 milhões de pessoas cegas (acuidade visual no olho de melhor visão <20/200), das quais mais de 40% teriam como causa a catarata. A OMS também tem reconhecido que a deficiência na visão para perto é uma importante condição ocular que afeta a qualidade de vida, mas que ainda tem que ser incluída nas estimativas da OMS sobre ônus de doenças, em parte devido à escassez de dados populacionais cientificamente válidos. O objetivo deste estudo epidemiológico observacional transversal de base populacional é avaliar a prevalência e causas de deficiência visual para perto e longe/cegueira no município de Parintins, estado do Amazonas (AM). O estudo será realizado numa amostra populacional de adultos de 45 anos ou mais de idade residentes em distritos urbanos e rurais aleatoriamente selecionados da cidade de Parintins, AM. Além disso, em regiões equatoriais, com alta exposição aos raios ultravioleta, o pterígio pode ser uma causa prevalente de cegueira/deficiência visual, havendo atualmente apenas relatos isolados de prevalência desta doença ocular em território equatorial brasileiro. Como um indicador geral para o desempenho do sistema de assistência ocular, a prestação e resultados visuais dos serviços cirúrgicos de catarata serão avaliados. Devido à extensão territorial e discrepâncias socioeconômicas, estudos em áreas desprivilegiadas e/ou rurais com pobre acesso a serviços de saúde ocular são necessários para estimativas mais representativas da deficiência visual e cegueira em nosso país. Os resultados deste estudo proporcionarão às autoridades de saúde informações para aprimorar os serviços de saúde ocular àquela população. (AU)
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