| Processo: | 14/09880-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Eliana Faquim de Lima Mauro |
| Beneficiário: | Priscila Andrade Ranéia e Silva |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Inflamação Inflamassomos Resposta imune Bothrops |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Inflamação | inflamassoma | resposta imune | Toxinas isoladas de venenos botrópicos | Imunologia |
Resumo As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 80% dos acidentes relatados no Brasil. Nos envenenamentos botrópicos são descritos vários efeitos locais e dentre estes está a lesão tecidual que pode resultar em disfunção do órgão afetado. Duas toxinas, a jararagina (JAR) e bothropstoxina-I (BthTX-I), isoladas dos venenos de Bothrops jararaca e Bothrops jararacussu, respectivamente, estão envolvidas na intensa resposta inflamatória e lesão tecidual observadas, porém apresentam mecanismos distintos de ação. A resolução da lesão tecidual envolve a interação entre mecanismos de reparo do tecido e o sistema imune. No entanto, os mecanismos moleculares pelo qual o sistema imune inato detecta os componentes do veneno e inicia a resposta inflamatória permanecem em estudo. A resposta inflamatória é iniciada por meio da detecção de sinais de dano tecidual agudo devido a distúrbios da homeostasia resultantes ou não de agentes microbianos (DAMPs) e/ou por reconhecimento de padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs). Diversos receptores estão envolvidos no reconhecimento de PAMPs e DAMPs como os transmembrânicos, representados pelos do tipo Toll, e os citosólicos que compreendem complexos proteicos que formam os inflamassomas. NALP3, NRLC4 e NAIP5 são exemplo de inflamassoma que ao interagir com seus ligantes ativam caspase-1 que controla a produção de citocinas pró-inflamatórias como, IL-1² e IL-18 e a morte celular por piroptose. Considerando que JAR e BthTX-I apresentam relevante ação pró-inflamatória induzindo in vivo alta secreção de IL-1² e IL-6 e ainda, que os inflamassomas podem ser ativados por diversos agentes biológicos e assim promovem inflamação, propomos neste projeto estudar a participação de inflamassomas na resposta a essas toxinas. Para tanto, pretendemos avaliar a ativação de caspase-1 em culturas de macrófagos incubados com as toxinas bem como a secreção de IL-1², IL-6, IL-18, IFN-³ e óxido nítrico (NO). Pretendemos também estudar a participação de ASC, NALP3 ou NRLC4 utilizando camundongos do tipo selvagem (WT) e deficientes nesses componentes. Em modelo in vivo, propomos estudar a resposta inflamatória gerada pelas toxinas em camundongos deficientes em caspase-1 ou ASC. Buscamos com esse projeto acrescentar informações relevantes quanto à ação de toxinas sobre o sistema imune e a participação dos inflamassomas nesse processo. (AU) | |
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