Resumo
A utilização de plantas com objetivos medicinais é bastante difundida em todo o mundo. Essa popularidade deve-se à facilidade de acesso, eficácia terapêutica, custos relativamente baixos e a crença de que não apresentam efeitos tóxicos. Os fitoterápicos são divididos basicamente em duas classes: i) medicamentos fitoterápicos (MF) e os produtos tradicionais fitoterápicos (PTF), sendo que a comprovação de segurança e eficácia para os MF ocorre por meio de estudos clínicos e para os PTF através do tempo de uso na literatura técnico-científica. Sem necessidade de prescrição médica, o consumo dos PTF ocorre principalmente de forma empírica, baseado na automedicação, e em muitos casos sem qualquer informação a respeito da procedência do produto. Intoxicações relatadas na literatura associadas à presença de chumbo, mercúrio, arsênio e cádmio demonstram a necessidade de análises rigorosas no controle de qualidade de PTF. No entanto, há mais de 1 século os métodos farmacopeicos para metais pesados são os mesmos, não atendendo aos limites toxicológicos estabelecidos pelo ICH Q3D. A U.S. Pharmacopeial Convention (USP), ciente dessa necessidade, publicou um novo capítulo para a análise de impurezas metálicas por plasma indutivamente acoplado (ICP). Devido aos altos custos inerentes à aquisição e manutenção dos ICPs, principalmente para pequenos fabricantes e farmácias de manipulação, esse projeto propõe-se a desenvolver metodologias analíticas alternativas empregando a eletroforese capilar (CE) associada a técnicas de pré-concentração on-line (stacking e sweeping) e off-line empregando os preceitos de química verde, tais como as microextrações e a extração em ponto nuvem (CPE), na determinação de metais pesados em PTF notificados comercializados no Brasil. (AU)
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