| Processo: | 17/01390-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Ademilson Panunto-Castelo |
| Beneficiário: | Ademilson Panunto-Castelo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Paracoccidioidomicose Paracoccidioides brasiliensis Chaperonina 60 Vacinas de DNA Estresse térmico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Fungus | infection | Terapia | Vacina de DNA | Imunologia Básica e Aplicada |
Resumo
A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica causada pelos fungos Paracoccidioides brasiliensis e P. lutzii. A enfermidade é autóctone da América Latina, sendo o Brasil o país com o maior número de casos. A PCM se manifesta como uma inflamação crônico-granulomatosa, acometendo principalmente os pulmões. A depender de fatores do hospedeiro e do fungo, a PCM pode variar de uma infecção assintomática até doença disseminada grave. A resposta do hospedeiro ao fungo é dependente da efetuação de resposta imunológica celular, sendo a preponderância inicial do padrão de resposta de linfócitos T helper 1 (Th1), com produção de interferon (IFN-) ³ e fator de necrose tumoral (TNF-) ±, responsável pela proteção. Já a resposta Th2, com produção de interleucina (IL-) 4, IL-5, IL-10, inviabiliza o controle do crescimento fúngico, gerando doença ativa e disseminação do fungo pelo organismo. As proteínas de estresse (Hsp) são moléculas que desempenham uma série de papéis fisiológicos dentro da célula, dentre os quais destaca-se o processo de enovelamento correto das proteínas recém sintetizadas. Assim, quando as células são submetidas a eventos estressores, por exemplo, estresse térmico, infecção, radiação, ocorre um aumento da produção dessas Hsp. Embora ainda não se tenha determinado a localização exata da Hsp60 em Paracoccidioides spp., sabe-se que em mamíferos é localizada dentro das mitocôndrias. Quando liberadas pelas células de mamíferos, Hsp60 é reconhecida pelo sistema imunológico como um sinal de lesão celular, o que leva à liberação de mediadores inflamatórios, com apresentação dessas moléculas pelas células apresentadoras de antígeno. A Hsp60 parece ser importante no curso da PCM, tendo em vista que os soros de pacientes infectados com Paracoccidioides spp. reconhecem essa proteína. Recentemente, nosso grupo mostrou que o tratamento de animais infectados com Hsp60 induzia ao aumento da carga fúngica e do quadro inflamatório. A fim de avaliar se outra forma de apresentar a Hsp60 ao sistema imunológico poderia alterar a resposta e ser benéfica na PCM experimental, neste estudo buscaremos outra forma de indução de resposta imunológica contra Hsp60, qual seja, o uso de plasmídeos contendo o gene de Hsp60 de P. brasiliensis. Para tanto, animais serão infectados com leveduras do fungo e, posteriormente, será submetido ao tratamento com pVAX contendo ou não o inserto do gene Hsp60, 20 dias após a infecção. Para verificar se os tratamentos foram benéficos, animais-teste e controles serão analisados quanto a carga fúngica, quadro inflamatório e produção de citocinas. (AU)
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