| Processo: | 17/16140-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica |
| Pesquisador responsável: | Sayuri Miyamoto |
| Beneficiário: | Rodrigo Lucas de Faria |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Lipidômica Plasmalogênios Ácidos graxos insaturados Oxidação Estresse oxidativo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Estresse oxidativo | Marcação isotópica de ácidos graxos | Mecanismos antioxidantes | Oxi-lipidômica | plasmalogénios | Remodelamento lipídico | Análises lipidômicas |
Resumo Plasmalogênios são fosfolipídios presentes em todos os tecidos humanos. Representam cerca de 20% de todos os fosfolipídios. Caracterizam-se pela presença uma ligação do tipo éter vinílico na cadeia alifática da posição sn-1 do glicerol, enquanto na posição sn-2 o glicerol é esterificado, na grande maioria das vezes, à ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs). Embora estudos tenham demonstrados os efeitos protetores de plasmalogênios em modelos celulares submetidos à estresse oxidativo, os mecanismos propostos para seu efeito antioxidante são controversos. Por exemplo, a reação do grupo vinil éter com espécies reativas de oxigênios (ROS) gera produtos reativos como dioxetanos e aldeídos, os quais podem propagar os danos oxidativos. Experimentos prévios do laboratório mostraram que queratinócitos submetidos à estresse UVA sofrem remodelamento lipídico acompanhado de um decréscimo expressivo de PUFAs de membrana e aumento de triacilgliceróis enriquecidos em PUFAs (dados não publicados). Baseado nestes dados e no trabalho de Bailey (Cell 2015, 163:340), no qual foi evidenciado um mecanismo antioxidante envolvendo realocação de PUFAs da membrana para os corpúsculos lipídicos, formulamos a hipótese de que plasmalogênios poderiam participar desse processo direta ou indiretamente, servindo como fonte de PUFAs ou de espécies sinalizadoras (ex. lipídeos oxidados). Para testar esta hipótese, o presente projeto tem como metas: a) realizar análise oxi-lipidômica qualitativa e quantitativa (lipidômica de lipídeos não-oxidados e oxidados) com foco no remodelamento lipídico induzido por estresse UVA em duas linhagens celulares (HaCat e RPE); b) caracterizar os principais produtos oxidados (dioxetanos, aldeídos, lisofosfolipídeos, etc) derivados da reação do plasmalogênio com espécies reativas geradas pelo estresse UVA; c) acompanhar a realocação de PUFA da membrana para os triacilgliceróis utilizando DHA marcado com carbono-13. (AU) | |
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