| Processo: | 17/24123-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal |
| Pesquisador responsável: | Carlos Renato Tirapelli |
| Beneficiário: | Carlos Renato Tirapelli |
| Instituição Sede: | Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Alisson Martins de Oliveira |
| Assunto(s): | Vasoplegia Espécies de oxigênio reativas Etanol Óxido nítrico sintase tipo II |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | espécies reativas de oxigênio | Etanol | iNOS | Sepse subletal | vasoplegia | Farmacologia |
Resumo
A sepse é definida como uma disfunção de órgãos, com potencial risco de morte, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A sepse leva ao comprometimento da função cardiovascular com perda progressiva da resposta a vasoconstritores, queda da pressão arterial, depressão miocárdica e choque circulatório sendo que essas respostas ocorrem por mecanismos associados à indução da expressão da enzima óxido nítrico (NO) sintase induzível (iNOS), com consequente aumento da produção de NO. O modelo experimental de punção e ligadura do ceco (Cecal ligation and puncture - CLP) é considerado o mais semelhante à sepse humana e tem sido amplamente utilizado no estudo dos mecanismos pelos quais a sepse afeta o sistema cardiovascular. Os resultados desses estudos experimentais mostram que a sepse induz dano miocárdico, hipotensão e hiporreatividade vascular a agentes vasoconstritores (vasoplegia). Esses estudos mostram ainda que a indução da iNOS figura como um mecanimso central pelo qual a sepse induz seus efeitos cardíacos e vasculares. Além disso, a sepse induz aumento da geração de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio (ERO) e essas respostas podem levar à lipoperoxidação, nitração proteica e disfunção tecidual. Indivíduos que consomem etanol frequentemente e que desenvolvem sepse apresentam maior tempo de internação e maior taxa de mortalidade. Além disso, o consumo crônico de etanol altera as funções cardíacas e circulatórias figurando como importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. No sistema cardiovascular, o consumo crônico de etanol induz a expressão da iNOS, aumenta a geração de ERO e de citocinas pró-inflamatórias e essas ações levam a danos teciduais que resultam em alterações funcionais. Portanto, tanto a sepse como o consumo de etanol tem impacto relevante na estrutura e função cardíaca e vascular e a iNOS destaca-se como elemento importante na mediação dessas respostas. No entanto, não há estudos que avaliem o impacto do consumo de etanol sobre as alterações cardiovasculares induzidas pela sepse ou ainda os mecanismos envolvidos nessa resposta. A hipótese deste estudo é a de que o consumo crônico de etanol irá induzir aumento da expressão da iNOS no coração e vasos, e essa resposta irá causar alterações cardiovasculares importantes que contribuirão para o agravamento da sepse. Além da indução da iNOS, as ERO e citocinas pró-inflamatórias seriam outras vias de sinalização ativadas pelo etanol e que levariam ao dano tecidual por lipoperoxidação e nitração proteica contribuindo assim para o aumento da disfunção cardiovascular e da susceptibilidade à sepse. Apesar de ter sido descrito que o consumo crônico de etanol contribui para o agravamento da sepse, não há estudos descrevendo se as alterações cardiovasculares causadas pelo consumo de etanol são importantes nesse processo. Portanto, o presente projeto foi delineado de forma a investigar o impacto do consumo de etanol sobre os danos cardíacos e vasculares (incluindo a vasoplegia) induzidos pela sepse e a possível participação da iNOS nessas respostas. (AU)
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