| Processo: | 18/19949-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Thiago Aparecido da Silva |
| Beneficiário: | Patrícia Kellen Martins Oliveira Brito |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Imunologia celular Imunoterapia Glicômica Criptococose Infecções fúngicas invasivas Carboidratos Vacinas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Criptococose | Dectina-1 | imunoterapia | Infecções fúngicas invasivas | Reconhecimento de carboidratos | Trl2 | Glicobiologia e Imunologia Celular |
Resumo As infecções fúngicas comprometem milhões de vidas a cada ano. Dentre elas a Criptococose apresenta importante relevância por acometer tanto indivíduos imunocomprometidos quanto indivíduos saudáveis, representando uma das principais causas de morbidade e mortalidade mundial entre os indivíduos HIV+. Até o momento a utilização de drogas antifúngicas constitui o tratamento clínico de escolha no combate a Criptococose, no entanto a maioria dos agentes tóxicos para os fungos também desencadeiam efeitos colaterais nos pacientes. Com isso, renomados grupos de pesquisa têm utilizado abordagens inovadoras de terapias por meio de adjuvantes e estratégias vacinais para atuarem frente a componentes da superfície e do citoplasma das células fúngicas, conferindo proteção parcial contra a Criptococose. Diante desses dados promissores no controle da Criptococose através de diferentes métodos de aplicação de vacinas e o uso de agentes imunoestimulantes, a proposta atual objetiva atuar na imunoestimulação de células da imunidade inata visando o melhoramento da montagem de uma resposta imune celular, acoplada a utilização de anticorpos. Para isso, inicialmente estabeleceremos o protocolo de imunização mais adequado, uma vez que as células da imunidade inata serão estimuladas via TLR2/CD14, por meio da lectina ArtinM, ou via Dectina-1, através do peptídeo ²-glucano, previamente à vacinação com C. gattii atenuado. Os períodos de vacinação e administração dos agentes imunoestimulantes serão padronizados de acordo com a curva de titulação de anticorpos totais e específicos para componentes da parede celular fúngica, e também através dos demais objetivos específicos dispostos na atual proposta. Para complementar o protocolo de imunização aqui proposto, será acoplado uma estratégia imunoterapêutica baseada na administração de anticorpos monoclonais anti-GXM durante o curso da infecção com C. gattii. Uma vez aplicado o protocolo de imunização associado ao uso terapêutico de anticorpos anti-GXM, correlacionaremos a progressão da Criptococose com a resposta imunitária do hospedeiro por diferentes metodologias. Nossa proposta está alinhada ao consenso da comunidade científica sobre a necessidade de novas abordagens de vacinação de maneira associada com agentes imunoestimulantes, com foco no desenvolvimento de uma resposta imune celular e humoral protetora frente a Criptococose. Ao verificarmos a contribuição dos agonistas de TLR2 e Dectina-1 como potentes agentes imunoestimulantes da etapa de vacinação contra a Criptococose, e após constatarmos se essa etapa de imunização é auxiliada pelo uso terapêutico de anti-GXM, nossa atual proposta criará perspectivas de aplicações para diversas combinações imunoterapêuticas contra a Criptococose e outras infecções fúngicas invasivas. (AU) | |
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