| Processo: | 19/18663-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem de Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Susana Segura Muñoz |
| Beneficiário: | Susana Segura Muñoz |
| Instituição Sede: | Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Saúde ambiental Antibióticos Metais tóxicos Bactérias Esgotos sanitários Tratamento de esgotos sanitários Hospitais Gestão de recursos hídricos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antibióticos | bactérias multirresistentes | Ecossistemas aquáticos | esgoto | Metais tóxicos | Tratamento de esgoto | Saúde Ambiental |
Resumo
Os esgotos hospitalar e urbano são considerados matrizes que representam riscos à saúde humana e ambiental devido a composição microbiológica e substâncias químicas. Entre os poluentes químicos, os antibióticos e metais tóxicos destacam-se como selecionadores de bactérias multirresistentes, devido às suas características antibacterianas. Portanto, são considerados reservatórios de microrganismos resistentes, favorecendo a troca de elementos genéticos móveis de resistência, bem como facilitando sua disseminação ambiental. Alguns metais como Ag, As, Cd, Cu, Hg, Te e Zn tem propriedades antibacterianas e o interesse como antimicrobianos vem ressurgindo com a crescente resistência bacteriana aos antibióticos. No entanto, mecanismos de resistência a esses metais já estão sendo descritos, mas sua distribuição epidemiológica não é conhecida. Tais poluentes podem impactar negativamente os ecossistemas hídricos receptores e representar riscos aos seus usuários. Os objetivos do presente estudo são de quantificar antibióticos e metais tóxicos e verificar a ocorrência de bactérias multirresistentes (portadoras de genes de resistência) em esgoto hospitalar, em esgoto urbano bruto e tratado e em rios e avaliar os possíveis impactos nos ecossistemas hídricos receptores e os riscos para a população adjacente. No hospital terciário, amostras de esgoto serão coletadas dos ambulatórios, enfermarias e da confluência de todos os efluentes do hospital. Na estação de tratamento, amostras serão coletadas na caixa de entrada (esgoto bruto) e após o decantador secundário (esgoto tratado). As dosagens dos antibióticos amoxicilina, ampicilina, cefotaxima, ceftazidima, imipenem, meropenem, ciprofloxacina, gentamicina, sulfametoxazol, trimetropim e tetraciclina será por HPLC e dos metais tóxicos Ag, As, Cd, Cu, Hg, Te e Zn por ICP-MS. A identificação bacteriana será por isolamento em meios de cultura seletivos e kits bioquímicos. O teste de sensibilidade a antibióticos será realizado por disco-difusão em ágar e os testes do disco combinado com ácido clavulânico e Blue Carba serão utilizados para identificar bactérias produtoras de ²-lactamases. Genes de resistência a antibióticos e a metais serão pesquisados por PCR e sequenciamento. Em seguida será avaliado a capacidade de transferência de elementos genéticos móveis de resistência através de experimentos de conjugação. (AU)
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