| Processo: | 20/12434-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Lara Borges Keid |
| Beneficiário: | Samira Costa da Silva |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Mamíferos aquáticos Cetacea Conservação de espécies Monitoramento ambiental Zoonoses por vírus Coronavirus Morbillivirus Farmacorresistência viral Análise molecular Reação em cadeia por polimerase (PCR) Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Coronavirus | genes de resistência a antimicrobianos | Mamíferos aquáticos | Morbilivirus | paramixovirus | reação em cadeia pela polimerase | Enfermidades infecciosas |
Resumo Os mamíferos aquáticos estão no topo da teia alimentar e suscetíveis a diversas enfermidades transmissíveis e são considerados sentinelas do meio em que vivem. As enfermidades infecciosas são causas comuns de mortalidade nestes animais e podem ser causadas por patógenos fúngicos, virais e bacterianos. Dentre os patógenos virais, os morbilivírus são conhecidos por causar epizootias com elevada mortalidade em Cetáceos e pinípedes e, além de comprometer o trato respiratório, também causam infecções sistêmicas e imunossupressão, predispondo os animais acometidos a infecções secundárias. No Brasil até o presente momento só foi relatada uma variante de morbillivirus dos Cetáceos (CeMV) que é a variante do Boto-Cinza (Ce-GDMV) detectada em diversas espécies de Cetáceos. A coronavirose já foi descrita nos Cetáceos, associada a infecções respiratórias e hepáticas na Europa e Estados Unidos e a emergência e disseminação global do Coronavírus SARS-CoV-2, causador da enfermidade COVID-19, impõe novos riscos sanitários com consequências imprevisíveis no contexto de saúde única, de maneira que o monitoramento de sua ocorrência na fauna silvestre é uma medida urgente. Além dos patógenos virais os mamíferos aquáticos podem ser potenciais portadores de bactérias resistentes a antibióticos, as quais podem causar infecções respiratórias graves ou não e podem ter um papel importante na disseminação de fatores de resistência a antimicrobianos (GRAs) no ambiente aquático. Infecções por morbilivírus já foram relatadas em Cetáceos no Brasil, mas não em outras espécies de mamíferos aquáticos. Além disso não há pesquisas sobre a ocorrência das coronaviroses ou sobre a presença de GRAs nestes animais, sendo esse estudo pioneiro e de importância em saúde única, em especial por realizar a amostragem de Cetáceos de vida livre em dois contextos epidemiológicos distintos: animais encalhados mortos e animais vivos e clinicamente hígidos amostrados em ambiente natural, em várias localidades da costa brasileira nos anos de 2020 a 2022. Para este estudo vamos analisar amostras de tecidos dos animais mortos que encalharam em 7 pontos diferentes da costa brasileira, desde de Caucaia-CE até Laguna litoral sul de SC e de ar expirado (borrifo) e swabs de orifício respiratório obtido de animais vivos para detecção viral e de GRAs, por meio de métodos moleculares em duas principais espécies: uma que ocorre no Rio Amazonas (Inia geoffensis) e as Baleia-Jubartes (Megaptera novaeangliae) que ocorre principalmente no litoral Sul da Bahia. Essa avaliação será importante principalmente para validação da técnica de colheita e processamento em golfinhos de rio e grandes Cetáceos, e no conceito de saúde única onde poderemos comparar duas áreas com um ecossistema e níveis de antropização distintos e comparar os tipos de genes de resistência encontrados em cada local de coleta. Serão obtidas também informações sobre as espécies animais analisadas, a idade, condição corporal, gênero, e presença de lesões teciduais e a associação destes fatores com a positividade. Pordeão ser identificados possíveis portadores assintomáticos, além de novas cepas, ou possíveis casos de mortalidade atípica. Os resultados auxiliarão a elucidar questões epidemiológicas destas infecções no território brasileiro, contribuindo para a conservação das espécies e para a manutenção da saúde humana e animal. (AU) | |
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