| Processo: | 21/13429-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Marco Andrey Cipriani Frade |
| Beneficiário: | Marco Andrey Cipriani Frade |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Fernando Bellissimo Rodrigues ; Guilherme Ferreira Caetano ; Rodrigo de Carvalho Santana |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 23/00589-6 - Biofabricação avançada: modelo de scaffolds para M leprae e estudo nos distúrbios ósseos, AP.R SPRINT |
| Assunto(s): | Dermatologia Mycobacterium leprae Hanseníase Resposta imune Sorologia Biomarcadores Diagnóstico precoce |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biomarcadores | Hanseníase | Proteina Mce1A | Sorologia | Dermatologia |
Resumo
A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa, causada por Mycobacterium leprae, que infecta células da pele e dos nervos periféricos. A principal consequência da doença são as deformidades levando à incapacidade física. As dificuldades vividas na prática diária dos serviços de saúde quanto ao diagnóstico das diferentes formas clínicas, dos estados reacionais e a identificação precoce dos comunicantes infectados são importantes fatores que não nos permite controlar a magnitude que essa doença representa no Brasil. Essa realidade se consolidou frente aos resultados obtidos pelas ações de implementação realizadas em Jardinópolis desde 2015, estabelecidas principalmente pelo treinamento das equipes de saúde, administração de Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) com foco em sintomas neurológicos, sorologia anti-PGL-I, diagnóstico por biologia molecular RLEP-PCR que indicaram endemia oculta para hanseníase, variando de baixa endemia em 2014 (prevalência 0,74/10.000 habitantes) à hiperendemia em 2016 (23,61/10.000 habitantes), num estado dito não endêmico desde 2006, conforme publicações de Bernardes-Filho e cols (2017; 2020, 2021). Em virtude das atuais limitações dos testes laboratoriais para diagnóstico, monitoramento na hanseníase e estudos de soroprevalência na rede de atenção à saúde para avaliar contatos e/ou indivíduos com infecção subclínica. A aplicação da proteína de superfície Mce1A e PGL-I poderão representar um possível avanço para prospecção de ensaios sorológicos por ELISA e testes de imunocromatografia de fluxo lateral. Mce1A (52 kD) é uma proteína da parede celular do gênero Mycobacterium, que confere grande capacidade de aderência, invasão e sobrevivência em células do hospedeiro, assim como, já foi evidenciado a produção de anticorpos (IgA, IgM e IgG) específicos contra a proteína Mce1A significativamente superiores nos casos de hanseníase comparados com os comunicantes domiciliares e controles endêmicos (p < 0,0001). Já o teste, anti-PGL-I e RLEP-PCR já se encontram disponíveis como testes subsidiários ao diagnóstico dos casos de hanseníase no Centro Nacional de Referência em Hanseníase do HCFMRP-USP, constituindo-se como ferramentas eficazes para triagem e identificação de indivíduos em alto risco de desenvolvimento da doença. Diante disso, há necessidade de validar esses novos marcadores anti-Mce1A utilizando-se de maior tamanho amostral e em populações de diferentes perfis endêmicos. Para tal, será realizado um novo estudo de corte transversal retrospectivo com amostras coletadas através do projeto realizado em 2020 denominado "Avaliação da prevalência de marcadores virológicos e sorológicos do SARS-CoV-2 na população de Ribeirão Preto: um inquérito epidemiológico", no qual foram coletadas amostras de sangue e swab nasal de 709 indivíduos de diferentes distritos censitários da cidade. Os ensaios laboratoriais consistem em avaliar a resposta imune humoral através da pesquisa de anticorpos das classes IgA, IgM, IgG total anti-Mce1A, anti-PGL-I e amostras de raspados dérmicos para RLEP-PCR para traçar as áreas de maior risco para a hanseníase em Ribeirão Preto, aprimorar o entendimento do papel desses antígenos na patogênese da hanseníase, além de identificar potenciais biomarcadores para execução de plataformas de diagnóstico de baixo custo e fácil execução pelos centros de atenção básica e especializada, importante avanço tecnológico para o diagnóstico precoce da hanseníase com implicações direta na quebra da cadeia de transmissão da doença, além de evitar deformidades, incapacidade e manutenção do estigma da hanseníase. (AU)
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