Resumo
O Brasil é um dos maiores produtores de ferro do mundo, com alta atividade industrial tanto na obtenção quanto no processamento do minério de ferro, aço e processos siderúrgicos. A maioria destas atividades emite uma fumaça metálica que pode conter vários metais oriundos tanto do processo produtivo quanto da rocha original. Na busca por diferentes compostos, a maioria das indústrias tem elaborado ligas metálicas com compostos que ainda não tem limite na legislação vigente, como por exemplo, bismuto, titânio, zircônio, tungstênio, ítrio e outros compostos metálicos emergentes. O Complexo de Tubarão, localizado na Grande Vitória, ES, tem reconhecida emissão de material particulado atmosférico contaminado com metais oriundos deste processo, no qual já foram encontrados diversos contaminantes metálicos emergentes. Desta forma, este estudo propõe localizar a nível subcelular e quantificar metais e metaloides, presentes no material particulado atmosférico oriundo das indústrias de pelotização de minério de ferro e siderúrgico presentes no Complexo de Tubarão, em duas espécies de peixes (estuarino/marinho - Centropomus parallelus; dulcícola/estuarino - Oreochromis niloticus). Técnicas morfológicas ultra e nano estruturais serão aplicadas para identificar as nano partículas metálicas emergentes a nível subcelular em tecidos dos peixes tanto para avaliar a biodisponibilidade das mesmas bem como, se possível, o estado de oxidação e estrutura nanocristalográfica destes metais. A concentração dos metais e metaloides, incluindo alguns contaminantes emergentes, no material particulado em conjunto com a internalização destes nas células trará informações valiosas sobre a biodisponibilidade de cada elemento e em quais processos biológicos estas partículas poderiam causar dano. (AU)
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