Resumo
Compreender a dinâmica eco-evolutiva das interações entre as espécies requer desvendar as complexidades intrínsecas envolvidas nos mutualismos, como a frugivoria. Ganhos mútuos são reciprocamente cruciais: para os frugívoros, o ganho nutricional, para as plantas, o serviço de dispersão, o que provavelmente conduzirá a evolução acoplada dos clados em interação. A coevolução entre vertebrados e plantas tem sido amplamente hipotetizada como sendo moldada por padrões atuais de redes mutualísticas e pela evolução de características relacionadas ao consumo de frutas. Como um passo à frente, pretendo avaliar como a frugivoria pode moldar a diversificação em vertebrados e plantas e, assim, oferecer pistas importantes sobre a história evolutiva acoplada dos clados que interagem. Ao estimar os sinais co-filogenéticos (CS daqui em diante), quantificarei o grau em que as filogenias são congruentes no tempo, na estrutura e se a interação entre táxons acoplados evolutivamente ainda ocorre. Os resultados me permitirão fazer inferências mais precisas sobre como as interações ecológicas moldam os padrões de diversificação. Avaliarei se os padrões do CS são congruentes entre as comunidades neotropicais e adotarei uma abordagem multitaxa para avaliar sua magnitude usando interações incluindo plantas e três grandes grupos de vertebrados frugívoros (primatas, aves e morcegos), considerando características funcionais. Os resultados serão relevantes para várias disciplinas científicas fundamentais e aplicadas, desde a ecologia de comunidades até a ecologia evolutiva. (AU)
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