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As mortes do Imperador Juliano nos testemunhos dos autores cristãos e pagãos do século IV d. c

Processo: 18/03323-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Margarida Maria de Carvalho
Beneficiário:Margarida Maria de Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Antiguidade tardia 

Resumo

Existem várias temáticas que tratam sobre a vida do Imperador Juliano, inclusive, foram produzidos diversos relatos sobre a sua morte, que, em especial, chamou minha atenção. Autores da Antiguidade Tardia, cristãos ou não cristãos, forneceram versões sobre tal acontecimento. Dentre os autores cristãos, destaco o diácono Efraim de Nísibis (Síria) e o bispo Gregório de Nazianzo (Capadócia/Turquia). Em relação aos autores pagãos, ressalto o sofista Libânio e o militar Amiano Marcelino. Os quatro autores escreveram importantes relatos sobre a morte do Imperador em um arco temporal de 363 d.C. a 392 d. C. Porém, suas narrativas sobre a morte de Juliano se diferenciam de acordo com suas intenções e seus contextos. Daí, Juliano ter tido várias mortes. Dessa maneira, tenho como finalidade analisar as mortes julianinas descritas pelos quatro autores. Os discursos cristãos elaboram uma memória negativa do Imperador enquanto que os testemunhos pagãos constroem uma memória virtuosa sobre tal personagem. Logo, temos como hipótese que as diversas versões sobre a morte de Juliano estão relacionadas com eventos que permeiam os momentos da escrita das narrativas da morte, assim os autores criam a memória viva sobre Juliano através dos vários relatos sobre o acontecimento fúnebre. (AU)